Oito anos após o lançamento, e já com o console seguinte no mercado, nunca existiu um emulador para o PlayStation 4 (PS4) – ao menos um que funcionasse, claro. Em pleno 2021, no entanto, finalmente surgiu um software que reproduz de forma eficiente as funções do hardware da Sony lançado em 2013.

O projeto Spine é o primeiro, e único, emulador de PS4 estável disponível atualmente. A biblioteca de jogos, inclusive, foi atualizada recentemente, no dia 1º de setembro. Na prática, isso significa que centena de novos títulos podem ser jogados por meio do programa agora, com a promessa do desenvolvedor de adição de novos games no futuro.

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O software foi originalmente anunciado em julho de 2019 por meio do canal “devofspine” no Youtube (assista abaixo), mostrando emulações de ‘Megaman Legacy Collection’ e ‘Stardew Valley’. Outros projetos de emulador do PS4 foram divulgados ao longo dos últimos anos, como o PCSX4, que virou a esperança das redes sociais em determinada época, mas acabou se revelando fake news.

Há também o GPCS4 – que até funciona, mas ainda não tem games rodando de verdade – e o Orbital, que segue em fase de desenvolvimento e não tem data definida para ser lançado. Assim, o Spine é o primeiro e único que funciona de verdade atualmente.

De acordo com o dev do projeto, que é reconhecido na internet como “Zecoxao”, o Spine é um programa de código fechado, visando evitar “diluir” o desenvolvimento do emulador.

A maioria da biblioteca inicial do Spine é composta por games indie, que podem ser jogados tanto com controle quanto pelo teclado. Embora rodar mais de trezentos jogos de PS4 seja um feito sem precedentes, vale ressaltar que é improvável que o emulador, disponível apenas para computadores com sistema operacional Linux, execute jogos AAA (de maiores orçamentos e com produção superior) – ao menos, por ora.

É válido recordar também de todas as outras questões sobre emuladores, e sobre os mesmos serem corretos e justos – principalmente em relação aos títulos independentes. É no mínimo estranho que um software tão impressionante possa permitir que o público jogue uma tonelada de games indies que ainda estão sendo vendidos.

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Ao mesmo tempo em que há consistência no argumento a ser feito sobre como programas do tipo podem ajudar na preservação histórica dos jogos, há também o lado dos desenvolvedores independentes, que costumam depender das vendas para sobreviver – uma vez que não têm os mesmos recursos ou reconhecimento de nome de estúdios maiores apoiados por grandes publishers.

De qualquer forma, é possível observar com uma rápida olhada no acervo de jogos do Spine vários títulos de jogos complicados de serem encontrados, como ‘Aibeya’ e ‘Aikagi’, por exemplo, que nunca foram oficialmente lançados fora do Japão. O emulador, no caso, permite que mais pessoas experimentem títulos que, de outra forma, seriam proibitivamente difíceis de obter.

Embora os jogadores de Windows ainda estejam sem sorte, um emulador funcional em qualquer sistema operacional é de qualquer modo um feito impressionante de engenharia reversa.

Vale ressaltar ainda que o Spine não baixa ou fornece ROMs de jogos.

Fonte: Kotaku

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