Um verdadeiro saco de pancadas. Essa pode ser uma das definições das origens do nosso satélite natural. Pesquisadores apontam que a Lua era constantemente golpeada há bilhões de anos por asteroides e outros objetos.

Ao longo de sua história, desde que era um planetoide quente e macio, a Lua nunca teve qualquer atmosfera para protegê-la. Dessa forma, os choques dos mais diversos corpos celestes contra ela era inevitável. 

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Isso pode explicar como as muitas crateras em sua superfície se formaram ao longo das eras. De acordo com um novo estudo da Universidade Curtin da Austrália, certos impactos primordiais podem ser responsáveis ​​diretos por moldar algumas das maiores características da Lua.

Crateras lunares, especialmente as bacias de impacto, foram formadas por golpes de corpos celestes durante a solidificação do oceano de magma da Lua, segundo estudo. Imagem: Evgeniyqw – Shutterstock

“Essas grandes crateras de impacto, muitas vezes referidas como bacias de impacto, formadas durante a solidificação do oceano de magma lunar há mais de 4 bilhões de anos, deveriam ter produzido crateras de aparência diferente, em comparação com aquelas formadas posteriormente na história geológica”, disse Katarina Miljkovic, professora e líder do estudo, publicado na revista Nature Communications. 

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Ela afirma que isso poderia explicar a origem, por exemplo, da bacia lunar do Pólo Sul-Aitken, e outras em forma de anel que são menos definidas do que as crateras de impacto mais jovens.

“Uma lua muito jovem se formou com um oceano de magma global que resfriou ao longo de milhões de anos, para formar a Lua que vemos hoje”, disse Milijkovic. “Então, quando asteroides e outros corpos atingiam a superfície, que era mais macia, não deixavam marcas tão graves, o que significa que haveria pouca evidência geológica ou geofísica de que os impactos tenham ocorrido”.

Conforme a Lua envelheceu e esfriou, sua superfície endureceu e as marcas deixadas pelo bombardeio formaram as crateras mais distintas que podemos identificar com mais facilidade hoje. 

Miljkovic diz que a pesquisa ajuda a preencher algumas lacunas em nosso entendimento, e não apenas da história da Lua. “Esta descoberta ajudará pesquisas futuras a entender o impacto que a Terra primitiva poderia ter experimentado e como isso teria afetado a evolução do nosso planeta”.

Com informações do Cnet.

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