No evento de ontem (14), a Apple apresentou seu novo processador A15 Bionic, que é a alma da nova linha iPhone 13, e o chip mais rápido do mundo para smartphones, segundo a Apple. Apesar de ter o mesmo nome, o A15 Bionic da linha iPhone 13 Pro é ainda mais rápido. Com uma GPU com 5 núcleos, ele tem um desempenho gráfico até 50% superior a qualquer outro processador para smartphones, de acordo com a empresa.

Em seu site, a Apple diz que o motivo para seus processadores surpreenderem tanto é que eles planejam os recursos que eles irão precisar com anos de antecedência. Citando o exemplo tela ProMotion, a equipe que desenvolveu o processador entendia perfeitamente as necessidades do hardware e do software do display, além das necessidades do sistema operacional e sua equipe, e levou tudo isso em consideração na criação desse chip.

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Mudança dessa geração é incremental

Curiosamente, dessa vez a Apple não divulgou comparações diretas entre o A15 Bionic e seu antecessor, o A14 Bionic, preferindo usar um rival como referência, mais especificamente, o Snapdragon 888 da Qualcomm. Apesar das várias novidades, o A15 Bionic segue sendo fabricado no processo de 5 nm e com a CPU de 6 núcleos usado nos últimos anos, dois de desempenho e dois de eficiência.

Isso é suficiente para deixar o chip bem mais rápido que a concorrência, segundo a Apple, mas fica aquela sensação de que ele podia ser ainda mais poderoso. Como destaca o Anandtech, se o A14 era 40% mais rápido que o Snapdragon 888, a diferença de desempenho da nova geração da Apple em relação ao seu antecessor pode ser de apenas 6%.

Não dá para dizer que os novos processadores são uma grande evolução em relação ao A14 Bionic em desempenho, mas a culpa disso é que os processadores da Apple já tinham um desempenho excelente mesmo na geração passada, e na prática, a Apple tornou ainda melhor um chip que já era ótimo.

A15 Bionic / Imagem: Apple/Divulgação

Se me permitem uma comparação com futebol (digna do Ted Lasso), a Apple não está em uma zona de conforto, e sim, jogando no contra-ataque, esperando o time adversário plantada na defesa, mas sem deixar de ser mortal quando está com a bola. Mesmo sem um ganho de desempenho, o processador é sim uma grande evolução em outras frentes.

O A15 Bionic tem uma Neural Engine (unidade de processamento neural) de 16 núcleos que é capaz de realizar 15,8 trilhões de operações por segundo, e pode fazer cálculos complexos de aprendizado de máquina, fundamentais para funções de inteligência artificial. Com a nova Neural Engine, os novos iPhones vão poder usar recursos como por exemplo o Live Text e também o modo Cinematic, no qual o processador identifica quem está olhando para a câmera e pode ajustar a profundidade.

Prioridade ano foi aumentar a eficiência energética

Sem um grande salto de velocidade em relação ao modelo anterior, o novo A15 Bionic tem outra prioridade. Dá para ver que o foco da Apple nessa nova geração de processadores é a economia de energia, ao invés do desempenho, que já era bem superior ao dos concorrentes.

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GPU da linha iPhone 13 Pro tem núcleo a mais

Um detalhe interessante é que a GPU do A15 Bionic dos modelos iPhone 13 e 13 Mini tem quatro núcleos, mas a GPU dos modelos 13 Pro e 13 Pro Max tem um núcleo a mais, com um total de cinco que citei no começo do post. O motivo para isso seriam funções específicas desse modelo, como a resolução ProRes e a taxa de atualização de 120Hz da tela ProMotion.

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