Segundo a primeira edição do Estudo PIX Gmattos, conduzido pela consultoria Gmattos, o método de pagamentos digitais do Banco Central (BC) apresentou um salto considerável no varejo brasileiro neste segundo trimestre de 2021.

Os dados do levantamento apontam que as transações via PIX em lojas que aceitam pagamentos eletrônicos representavam, no primeiro trimestre do ano passado, 1,16% do total de pagamentos com cartões (crédito, débito e pré-pagos).

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Na comparação com o mesmo período deste ano, o método representa 2,16% do volume total dos pagamentos.

Logotipo Pix na tela do smartphone com o logotipo do Banco Central do Brasil exibido ao fundo. Pix Brasil é um sistema de pagamento instantâneo
Uso do PIX no varejo brasileiro quase dobra no segundo trimestre de 2021, aponta pesquisa. Imagem: Brenda Rocha – Blossom/Shutterstock

De acordo com a projeção da Gmattos, se as taxas se crescimento continuarem, é possível que no final do ano o volume de pagamentos via PIX represente 3,14% do volume total, tendo alcançado uma aceitação pelos lojistas on-line brasileiros de 40,7% no e-commerce.

Quando contabilizada a aceitação do PIX dentro de seis meses (janeiro a junho), os números mostram um salto de 23,8 pontos percentuais, ou seja, um salto de 16,9% para 40,7% – mais que o dobro dentro do período.

No entanto, a pesquisa também mostrou que, com isso, a função débito é a que mais está sendo afetada pelo crescimento do PIX.

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Quando o método foi implantado pelo BC no final de 2020, a expectativa era de que a tecnologia impactaria diretamente no uso de boletos.

No entanto, foi constatado que 91,6% das lojas online que aceitam PIX continuaram a aceitar boletos, enquanto apenas 33% aceitam simultaneamente o débito (de forma on-line).

Para o cofundador e CEO da Gmattos, Gastão Mattos, esse cenário ocorre devido a alta taxa de conversão que o método representa para lojistas – algo entre 60% e 90%.

“Ela é decisiva para que as lojas online tenha motivação para operar com esse meio”, afirmou o especialista. “Transações com PIX podem representar de 2 a 3 vezes mais faturamento para a loja na comparação com transações por cartões de débito”, explicou.

Crédito da imagem principal: rafapress/Shutterstock

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