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Autoridades de regulamentação de mercado na Turquia estão processando o Google por ranquear seus produtos no topo das pesquisas sobre a concorrência, no que é considerado como ações antitruste. E como consequência, querem regular o sistema de busca da big tech.
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Anteriormente, o Google já havia enfrentado outros casos de antitruste, condenado a pagar indenizações na Itália, nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo. A diferença no processo da Turquia é que, pela primeira vez, a empresa está sendo obrigada a modificar seu funcionamento nas pesquisas.
As instituições consideram que o gigante de buscas “violaram o Artigo 6 da Lei de Competição da Turquia ao abusar de sua posição dominante no mercado de serviços de busca”. Em abril deste ano, a corte local imputou uma pena de US$ 36 milhões e uma decisão preliminar de que o Google exiba resultados locais que não o favoreçam sobre seus competidores.
Segundo o julgamento, a vantagem indevida foi aplicada na promoção dos seus serviços de pesquisa e comparação de preços de aluguéis “de modo a excluir seus competidores”.
Processo antitruste pode ter repercussões mundiais ao Google
Embora o caso esteja parado no momento, é possível que o processo antitruste da Turquia crie espaço para que o Google seja regulado da mesma forma em outros países. Negócios locais e outros serviços, como o Yelp, já reclamavam do abuso de poder do gigante de buscas no seu ranqueamento de pesquisa.
O órgão regulamentador ainda precisa imputar um veredito com suas considerações completas para que o Google possa oferecer uma proposta. A decisão final se o acordo fornecido big tech se enquadra nos critérios permanece na mão das autoridades da Turquia.
Via Ars Technica
Imagem: Ascannio/Shutterstock
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