O Banco Central comunicou, em nota, que é contra a sugestão de aplicar limite nas transferências bancárias em PIX para operações de R$ 500 por mês. A decisão é uma manifestação contrária ao pronunciamento do Procon de São Paulo, que sugeriu a limitação em virtude do aumento de sequestros-relâmpago que usavam do método de pagamento para roubar vítimas.

No mês passado, o Banco Central estipulou mudanças nas operações do PIX em resposta ao crescente número nos sequestros, como limites em operações noturnas.

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A escolha do horário, inclusive, tem a ver com crimes violentos, já que a maior parte deles acontece exatamente no período noturno.

Imagem mostra logo do Banco Central do Brasil, o Bacen
Banco Central se manifesta contra o limite de R$ 500 no PIX requerido pelo Procon-SP. Crédito: Jo Galvao/Shutterstock

A instituição acredita que a limitação proposta pelo Procon não seria efetiva por aumentar a circulação de dinheiro em espécie — mantendo os assaltos.

“Qualquer medida em sentido de restringir o uso do PIX seria um retrocesso para o Brasil, o que apenas levaria os criminosos a migrar para roubos de dinheiro”, diz a nota.

O Banco Central estima que a modificação prejudicaria mais de 100 milhões de cidadãos, bem como mais da metade das empresas no Brasil. E afirma ainda que a responsabilidade de manutenção é das instituições bancárias e seus usuários:

“Os bancos e demais instituições que ofertam o PIX devem estabelecer limites máximos de valor conforme o perfil do cliente,” continua o comunicado. “Os clientes podem ajustar tais limites pelo próprio aplicativo ou internet banking, tendo o pedido para redução efeito obrigatório imediato”.

Imagem: Divina Epiphania/Shutterstock

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Crédito da imagem principal: Divina Epiphania/Shutterstock

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