A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a incidência de hanseníase – doença popularmente conhecida como lepra – diminuiu em todo o mundo, mas ainda são diagnosticados cerca de 200 mil pacientes todos os anos.

Cerca de 80% destes diagnósticos acontecem na Índia, Brasil e Indonésia. O Brasil é onde está localizada a segunda maior incidência de lepra, com cerca de 27 mil pacientes por ano. Fato que motivou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a criar um teste de detecção precoce da doença.

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Fiocruz desenvolve teste molecular para diagnosticar lepra precocemente. Fonte: Agência Senado

O laboratório desenvolveu um teste de detecção molecular (PCR) que é capaz de detectar a lepra antes que o paciente apresente lesões cutâneas. Denominado como “Kit NAT Hanseníase”, o novo teste já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Até então, não havia testes diagnósticos de hanseníase considerados padrão-ouro. É um marco colocar este exame à disposição de populações vulneráveis, que são as que mais desenvolvem a doença e carecem de avanços tecnológicos”, disse Milton Ozório Moraes, chefe do Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz.

De acordo com a Fiocruz, este é o primeiro teste molecular comercial desenvolvido no Brasil para detectar a lepra. A instituição ainda relata que, devido à falta de um exame confiável, cerca de 2 mil pacientes recebem diagnóstico tardio no país, quando tratamento já não é mais capaz de evitar lesões neurológicas.

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Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento para lepra, mas o líder da pesquisa sobre o novo exame espera que o Ministério da Saúde aprove que a Fiocruz seja responsável por disponibilizar os testes para os postos de saúde de todo o país.

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