Um estudo do LastPass aponta que 65% das pessoas reutiliza as mesmas senhas fracas em mais de um serviço na internet — mesmo sabendo que é arriscado. O relatório, intitulado Psicologia das Senhas, avalia a consciência dos usuários em sete países em relação à segurança de suas palavras-passe, entrevistando 3,750 participantes sobre os hábitos digitais.

Segundo a pesquisa, 92% das pessoas sabem que repetir a senha (ou usar variações da mesma) é arriscado. A maioria dos usuários ainda cria passes com informações ligadas a possíveis dados públicos, como aniversário ou endereço residencial — o que aumenta os riscos de brecha depois de um vazamento de dados.

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Os números também mostram que a transição para os modelos remotos ou híbridos de trabalho não modificou a preocupação com segurança digital. 71% dos entrevistados ainda mantiveram maus hábitos de senha, mesmo após um cotidiano majoritariamente online.

Neste último ano, 47% dos participantes da pesquisa também não mudaram hábitos de segurança online durante o expediente híbrido. Pior ainda, 44% confessaram o compartilhamento de informações confidenciais e senhas de contas profissionais enquanto trabalhavam remotamente, o que é pior para empresas.

Memória de elefante

Embora 79% dos entrevistados concordem que as senhas fracas são motivo de atenção, mais da metade acredita que a própria memória é suficiente para lembrar das palavras-passe. Mas a preocupação com vazamentos parece contradizer isso: 83% dos entrevistados não sabiam se suas informações já foram comprometidas na dark web, e sequer foram atrás da checagem.

A mesma avaliação mostrou que os usuários só aplicam o conhecimento em situações que consideram muito importantes. Ao todo, 68% dos entrevistados usariam palavras-passe fortes para contas financeiras, mas apenas 32% criariam combinações fortes para logins do trabalho.

Imagem: anyaberkut/istockphoto.com

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