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A erupção do vulcão Kilauea, no Havaí, em atividade desde 29 de setembro, foi capturada em duas imagens feitas pelos satélites da Maxar Technologies, que fotografaram do espaço o movimento da lava, em um show de luzes em meio à escuridão que é ao mesmo tempo impressionante e assustador.
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Os satélites de observação da Terra, Worldview-2 e Worldview-3, foram os responsáveis pelas capturas – duas das quais a empresa compartilhou em sua conta oficial no Twitter. Uma das imagens saiu em preto e branco (Worldview-3), enquanto a outra veio colorida (Worldview-2).
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Em um tuíte publicado na última quarta-feira (6), o departamento de pesquisa geológica dos EUA (USGS) deu mais detalhes do progresso das atividades do vulcão: “A lava continua a ser expelida por duas saídas; uma ao longo do piso [do vulcão] e outra na parede a oeste da cratera Halema’uma’u”. Segundo o órgão, a lava está inteiramente confinada nessa cratera, mas sinais sísmicos e vulcânicos permanecem elevados.
Uma das preocupações da erupção do Kilauea, que felizmente não atrapalhou as imagens feitas pelos satélites, é o que o USGS se refere como “altos níveis de gás vulcânico”: basicamente, vapor de água, dióxido de carbono e dióxido de enxofre. Quando esses três gases chegam à atmosfera, eles formam o que é conhecido como “vog” (sigla em inglês para “Neblina Vulcânica”) – bastante nocivo à saúde de humanos, animais e plantas.
Mais além, partículas de vidro vulcânico são extremamente leves, podendo ser carregadas pelo vento que vem do mar em direção à terra firme – e conseguem irritar a pele e os olhos quando em contato com humanos.
Considerando outros vulcões na região havaiana, o Kilauea é considerado um dos mais perigosos: entretanto, pelo fato de suas erupções serem periódicas, raramente elas pegam as autoridades de surpresa. Antes do momento atual, a montanha estava relativamente quieta havia cerca de um ano. De acordo com um levantamento da Reuters, felizmente, não há risco imediato à população e a borda da caldeira do Kilauea – uma atração turística em momentos de calma – já estava fechada há alguns meses antes de a montanha acordar.
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