A Lotus Cars, fabricante britânica de carros famosa pelos esportivos de alta velocidade, anunciou sua entrada na linha de veículos elétricos com a conversão do Type 135 — o famoso Elise. O esportivo de dois lugares fará a estreia da nova arquitetura de eletromobilidade da montadora, a “E-Sport”, que começa as produções na fábrica em Hethel, no Reino Unido, e chegará ao mercado em 2026.

Os planos da montadora são de aposentar não apenas as contrapartidas em combustível do Elise, mas também os Lotus Exige e Evora. Ao mesmo tempo, a produção de automóveis mais cotidianos, com o SUV 132 e o Crossover 134, terão suas produções iniciadas no ano que vem, em Wuhan, na China.

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Desenvolvida pela subdivisão Project LEVA (Lightweight Electric Vehicle Architecture, ou Arquitetura Leve de Veículo Elétrico), a plataforma E-Sport será baseada numa estrutura onde motor e bateria estarão instaladas no eixo traseiro do carro. Ainda não há muitos detalhes revelados sobre suas capacidades, mas a Lotus estima que a estrutura será 37% mais leve do que o Emira — este, o último dos motores à combustão.

Uma das preocupações da Lotus para a conversão do Elise em elétrico está na preservação do peso e da caracterização do automóvel, que possui uma legião de entusiastas desde 1996, no seu lançamento. Para isso, a montadora pode tanto empilhar as baterias na parte traseira dos assentos, ou distribuí-los abaixo do assoalho.

Nova arquitetura do Lotus Elise elétrico terá até 872 cv de freio

Segundo o diretor da Project LEVA, Matt Windle, a Lotus ainda não possui nome nem especificações de motor, mas a plataforma trabalhará com suportes que vão de 469 até 872 cv de freio. O trem de força terá capacidade de tração traseira e nas quatro rodas. Além disso, a montadora está preparando um novo design frontal e traseiro para o Elise elétrico, completamente diferente do Emira.

“Está no nosso DNA: dinâmica, aerodinâmica, peso leve — é o que fazemos em todos nossos produtos”, afirmou o diretor ao Autocar. “Nós ainda queremos que esses sejam produtos da Lotus. Eles terão sistemas de propulsão diferente, mas o sistema vem com benefícios também: torque instantâneo, resfriamento facilitado e melhor bagageiro, então o primeiro esportivo [o Tipo 135] terá muitos benefícios de bagagem e arquitetura também.”

Em termos de autonomia, a estrutura do E-Sport vai permitir o uso, no mínimo, de uma bateria com 66,4 kWh de potência, ou uma de 99,6kWh, mais robusta (e pesada). A autonomia prevista está entre 483 km e 724 km, respectivamente. O equipamento de carga terá capacidade de carga de 800 V.

Matt Windle informou que a nova arquitetura e estrutura do novo Lotus Elise oferecerá uma redução de preço do elétrico em comparação aos motores a combustão. Os modelos de entrada estão estimados entre £ 80 a £ 100 mil libras esterlinas — ou R$ 600 a 750 mil, respectivamente, em conversão direta e sem taxas.

Imagem: Autocar

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