“Estou usando um anel no dedo. Esse ouro foi feito no espaço de alguma forma. E achamos que temos uma boa ideia de onde ele veio, mas ainda há muitas perguntas”. Quem diz isso é o pesquisador Michael Famiano, professor do Departamento de Física da Universidade de Michigan, que conduziu um estudo segundo o qual os metais pesados são originários do interior das estrelas.

Estudo diz que o interior das estrelas são lugares onde colisões e reações violentas poderiam produzir calor suficiente para criar matéria e antimatéria. Imagem: Artsiom P – Shutterstock

Para Famiano e seus colegas, cientistas da Universidade de Wisconsin, nos EUA, da Universidade de Kyushu, no Japão, e do Observatório Astronômico Nacional do Japão, o interior das estrelas é o lugar onde colisões e reações violentas poderiam produzir calor suficiente para criar matéria e antimatéria.

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“As coisas esquentam o suficiente para que seja possível produzir elétrons e pósitrons, e isso muda tudo o que sabemos sobre os ambientes que produzem os elementos”, diz ele.

Essas altas temperaturas são exacerbadas pelos campos magnéticos extremamente altos encontrados no espaço. Os campos magnéticos de estrelas de nêutrons, por exemplo, são cerca de um quintilhão de vezes mais fortes do que o campo magnético da Terra.

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“Isso muda as reações nucleares e pode alterá-las de maneira bastante significativa e surpreendente”, diz Famiano. “E algumas das coisas que estamos descobrindo são realmente interessantes, porque nossos resultados são quase contra-intuitivos”.

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Cientista dá palestra explicando os campos magnéticos elevados das estrelas de nêutrons

Nesta quarta-feira (13), Famiano apresentou sua pesquisa em uma palestra científica da edição 2021 do Encontro Outonal da Divisão de Física Nuclear da Sociedade Americana de Física. 

Durante a palestra, o pesquisador apresentou dados preliminares sobre os efeitos de campos magnéticos elevados na acumulação de estrelas de nêutrons. 

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Além disso, ele explicou como campos magnéticos altos em rajadas de raios-X podem realmente mudar a composição das cinzas, bem como como as taxas de captura de elétrons relevantes para o resfriamento podem realmente diminuir, dependendo da intensidade do campo, que é o oposto do que era esperado.

“Isso pode, na verdade, explicar alguns dos comportamentos estranhos que vemos em ambientes estelares. E é tão amplo porque afeta tudo que fica muito quente e tudo que tem um campo magnético muito alto. E você sempre pode encontrar isso no espaço”, afirmou Famiano.

Com informações do Phys.

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