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Tomar um comprimido de aspirina diariamente como forma de tentar prevenir ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC) é uma prática difundida entre idosos nos Estados Unidos. No entanto, as autoridades de saúde não devem mais recomendar esse tipo de tratamento, segundo um anúncio feito na última terça-feira (12).
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As autoridades dizem que, apesar do medicamento poder ajudar na prevenção de doenças do coração, o uso diário é capaz de causar efeitos colaterais graves, o que faz com que o risco não compense.
“Usar aspirina diariamente pode ajudar a prevenir ataques cardíacos e de acidente vascular cerebral em alguns [casos], mas também pode causar efeitos adversos graves, como hemorragia interna”, explicou John Wong, membro da Força Tarefa para Serviços Preventivos dos Estados Unidos, citado em um comunicado.
Doenças cardiovasculares são a principal forma de morte nos EUA e a aspirina passou a ser usada como forma de previnir esse tipo de condição. No entanto, as altas taxas de uso do medicamento passaram a trazer outros problemas para os idosos, como as hemorragias internas.
O medicamento passou a ser indicado pela Força Tarefa para Serviços Preventivos dos Estados Unidos em 2016. As recomendações do órgão costumam ser seguidas pela maior parte da população americana.
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Aspirina para evitar AVC
Apesar de não recomendar mais o uso para pacientes com mais de 60 anos, as autoridades de saúde dizem que pacientes com idade entre 40 e 59 anos podem fazer o uso desde que seja com recomendação médica. Nesse caso, o alerta é para quem possui histórico de doenças do coração.
“É importante que as pessoas entre os 40 e os 59 anos que não têm histórico de doenças cardíacas conversem com o seu médico para decidirem em conjunto se é correto ingerirem aspirina”, completou John Wong.
A indicação da aspirina é pelo fato do medicamento afinar o sangue, o que evita o risco de coágulos sanguíneos, diminuindo, assim, as chances de AVC e ataques do coração. Apesar disso, a redução de casos não foi significativa, o que causou o debate em torno do uso do remédio.
A força tarefa diz ainda que a recomendação não se aplica aos idosos que usam a aspirina após já terem tido AVC ou doenças cardíacas. O órgão ainda explica que vai divulgar um parecer definitivo sobre o tema em novembro.
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