Após deixarem a Intel em 2020, Naveen Rao e Hanlin Tang criaram a sua própria startup, a MosaicML. A empresa visa auxiliar e otimizar a execução de aplicações baseadas em inteligência artificial. O diferencial fica por conta do uso do mínimo poder de processamento ao longo do processo, o que reduz os gastos para os clientes — no Brasil, por exemplo, os investimentos em IA podem chegar na casa de bilhões em 2021.

Imagem conceitual mostra uma mão tocando com o indicador a parte de trás da cabeça de uma mulher, com traços digitais azuis entre um e outro. A ideia é simbolizar a inteligência artificial
Na Intel o trabalho da dupla era ajudar a companhia a obter lucro com inteligência artificial. Imagem: metamorworks/Shutterstock

Os fundadores da empresa já levantaram US$ 37 milhões, e explicam que a ideia partiu da complexidade crescente nas aplicações que envolvem inteligência artificial.

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Rao e Tang indicam que treinar um modelo em IA em 2021 pode exigir um orçamento de milhões de dólares, o que posiciona a tecnologia fora da realidade para pequenas e médias empresas.

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Pensando em mudar isso, a dupla se juntou ao professor Michael Carbin e a Jonathan Frankle, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). 

Nos estudos, o grupo notou que não existe uma solução única e prática para reduzir custos em aplicações baseadas em IA, mas sim diferentes abordagens que estão surgindo entre os especialistas no tema.

A MosaicML diz que aposta justamente em utilizar essas ideias em seus projetos, oferecendo serviços e ferramentas que otimizam os gastos em hardware para implementar um modelo baseado em IA.

Por fim, prever e controlar custos se tornou uma questão essencial para explorar os avanços em IA, reforça David Kanter, diretor-executivo da MLCommons, outra empresa que opera no segmento.

Via: Estadão

China é superior aos EUA em transformação tecnológica?

Em entrevista ao Financial Times no último domingo (10), Nicolas Chaillan, ex-chefe de tecnologia do Pentágono, causou polêmica ao declarar que renunciou ao cargo em protesto contra o ritmo lento da transformação tecnológica nos EUA.

Em uma reviravolta provocativa, Nicolas, inclusive, afirmou que a China está dominando o segmento de tecnologia, em especial quando o assunto é desenvolvimento de inteligência artificial.

“Não temos chance de lutar contra a China dentro dos próximos 15 a 20 anos”, disse ele, que deixou o Departamento de Defesa em setembro.

Créditos da imagem principal: Panchenko Vladimir/Shutterstock

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