De acordo com uma pesquisa, as políticas colocadas em prática pelo YouTube para barrar as desinformações sobre o período eleitoral tiveram um impacto bastante significativo no número de vídeos falsos e enganosos compartilhados no Facebook e no Twitter. Os resultados estão disponíveis em um relatório do Centro de Mídia Social e Política da Universidade de Nova York e divulgados no The New York Times

Após a eleição nos Estados Unidos de 2020, os pesquisadores registraram um aumento no número de vídeos de fraude e fake news eleitoral no YouTube que são compartilhados no Twitter. 

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Depois dezembro do ano passado, houve uma queda para menos de 20% nas declarações eleitorais enganosas no Twitter. Isso porque foi quando o YouTube alegou que remover os vídeos com fake news mudou o resultado nos votos.

O dado caiu novamente após do episódio do Capitólio dos Estados Unidos, em que o YouTube disse que derrubaria qualquer canal cuja as informações estiverem incorretas sobre as eleições. Já quando Joe Biden fez o juramento de posse e assumiu a presidência, em média 5% de todos os vídeos de fraude eleitoral no Twitter vinham do YouTube.

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Fake news Créditos: Shutterstock

Os pesquisadores analisaram essa mesma tendência no Facebook. Antes de ser tomada a decisão das medidas políticas do YouTube, em média 18% de todos os vídeos compartilhados na plataforma estavam relacionados com teorias e suposições de fraude eleitoral. Depois, o dado caiu para 4%. 

Para trabalhar os índices e analisar os resultados, a equipe da Universidade de Nova York coletou uma amostra de 10% de todos os tuítes a cada dia e isolou os que vinculavam a vídeos do YouTube. O mesmo foi feito no Facebook, através da ferramenta Crowd Tangle.

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As descobertas destacaram o papel que o YouTube desempenha na forma como as informações são compartilhadas no nosso cotidiano. Por ser uma grande plataforma de vídeo na internet, a empresa possui o poder para moldar ou induzir a opinião sobre algo.

Dessa forma, as políticas da empresa podem causar tantos danos com benefícios. “É uma grande parte do ecossistema da informação. Quando a plataforma do YouTube se torna mais saudável, outras pessoas também ficam”, pontuou Megan Brown, pesquisadora do Centro de Mídia Social e Política ao The Times.

Fonte: Engadget

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