Um mergulhador que participa da Black Gold Fossil Charters, que realiza expedições marítimas em busca de fósseis, encontrou em setembro deste ano um dente imenso de Megalodon, uma espécie pré-histórica de tubarão, na costa da cidade de Venice, na Flórida.

Dente imenso de megalodon
Michael Nastasio e o dente imenso de megalodon. Créditos: Facebook/Michael Nastasio

“Este eu vou manter para sempre com certeza. Não consigo tirar os olhos dele”, disse Michael Nastasio, capitão licenciado da Guarda Costeira dos Estados Unidos e que procura dentes de tubarões na região há 10 anos.

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Dente imenso de megalodon
Créditos: Facebook/Michael Nastasio

O dente mede 15,40 cm de comprimento, maior do que o de 14,9 cm que Nastasio achou em 2020.

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Dente imenso de megalodon
Créditos: Facebook/Michael Nastasio
Dente imenso de megalodon
Créditos: Facebook/Michael Nastasio

O Megalodon (Otodus megalodon), ou Megalodonte, viveu há 2,6 milhões de anos e tinha cerca de 16 metros de comprimento. De acordo com especialistas, a cabeça do animal media 4,65 metros e o animal tinha cerca de 250 dentes serrilhados. Cada um deles podia ter até 18 centímetros.

Réplica das mandíbulas do Megalodon no National Aquarium, em Baltimore, nos Estados Unidos
Réplica das mandíbulas do Megalodon no National Aquarium, em Baltimore, nos Estados Unidos. Créditos: National Aquarium

O tubarão pré-histórico vivia nos continentes africano, europeu, americano, além da Austrália. Eles estavam no topo da cadeia alimentar e foram extintos há pouco mais de 20 milhões de anos.

Como o Megalodon morreu?

Duas hipóteses são levantadas para a extinção do megatubarão em um artigo publicado na Peerj: a ascensão do grande tubarão branco moderno (Carcharodon carcharias) ou uma onda de extinções marinhas que mexeu no clima e biodiversidade da Terra e que pode ter sido causada por uma grande supernova.

“A extinção do O. megalodon foi anteriormente considerada relacionada a uma extinção em massa marinha – mas, na realidade, agora sabemos que as duas não estão imediatamente ligadas”, afirmou Robert Boessenecker, paleontólogo de vertebrados do College of Charleston, na Carolina do Sul, e principal autor do estudo.

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