Crianças com autismo possuem 2x mais chances de relatar pensamentos suicidas

Gabriela Bulhões 27/10/2021 08:13, atualizada em 27/10/2021 09:32
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02/04: Dia Mundial de Conscientização do Autismo / vejaa-Istockphoto

Crianças com autismo possuem duas vezes mais chances de relatar pensamentos suicidas durante avaliações médicas de rotina, de acordo com uma nova pesquisa do Instituto Kennedy Krieger. O estudo foi publicado no Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics e destaca a importância da implementação de exames de risco de suicídio como parte dos cuidados de saúde de rotina em crianças, especialmente as com autismo.

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“A saúde mental não está separada da saúde geral – é tudo uma pessoa. Realizar exames de risco de suicídio junto com exames médicos de rotina reconhece que a saúde mental é tão importante quanto nossa saúde física e uma parte fundamental de nossas vidas”, comentou Suzanne Rybczynski médica e autora do estudo.

Além disso, o estudo concluiu que a implementação de uma triagem de risco de suicídio de rotina para crianças com deficiências de desenvolvimento neurológico – que identifica o risco entre os participantes e, em seguida, fornece acompanhamento para os pacientes – deve ​​ser realizada enquanto os médicos trabalham para reduzir o risco de suicídio entre os jovens.

Desenho representando uma pessoa com transtorno do espectro autista
Imagem: Lightspring/Shutterstock

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Em 2017, os médicos de Kennedy Krieger instituíram uma triagem de risco de suicídio com quatro perguntas para todos jovens de 8 a 18 anos. As questões foram desenvolvidas pelo National Institute of Mental Health e se os pacientes respondessem sim a qualquer uma das quatro perguntas, um profissional da saúde realizava uma avaliação de segurança contra suicídio. 

“Muitos esforços de prevenção do suicídio precoce entre crianças e adolescentes se concentraram em crianças com desenvolvimento típico, mas precisamos considerar também as crianças com deficiências de neurodesenvolvimento”, disse Rybczynski. 

O estudo examinou as triagens de risco de suicídio durante um período de seis meses e descobriu que crianças com distúrbios do neurodesenvolvimento eram tão propensos quanto as outras. No entanto, crianças com autismo têm duas vezes mais chances de relatar pensamentos suicidas durante esses exames.

O próximo passo é que o time de pesquisadores avaliem ainda mais as ferramentas de triagem de risco de suicídio do estudo em crianças com deficiências de desenvolvimento neurológico e continuem a defender exames de risco, concluiu Rybczynski.

Fonte: Medical Xpress

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Gabriela Bulhões

Gabriela Bulhões é redator(a) no Olhar Digital

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