Os vazamentos do Facebook continuam acontecendo e dessa vez o “The Wall Street Journal” mostrou uma pesquisa interna da empresa que revela que a rede social é prejudicial para um a cada oito usuários. Isso equivale a cerca de 12,5% dos mais de 2,9 bilhões de pessoas que possuem conta na plataforma.

A descoberta é resultado de uma investigação conduzida internamente. Entre os prejuízos causados para essa parcela dos usuários estão dificuldades para dormir, problemas em relacionamentos, no trabalho e com os filhos e familiares. A principal causa seria o uso compulsivo, ou o vício, na rede social.

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Os investigadores não explicam os motivos, mas dizem que o Facebook é mais prejudicial para os usuários do que qualquer outra grande rede social como o Twitter ou até mesmo o Instagram, que pertence à mesma empresa, agora chamada de Meta.

A conclusão da pesquisa é de que muitos utilizadores “não têm controle sobre o tempo que passam no Facebook”. Entre os problemas, é destacado “perda de produtividade quando as pessoas param de completar tarefas para verificar o Facebook com frequência, uma perda de sono quando ficam acordadas até tarde navegando pelo aplicativo e a degradação dos relacionamentos pessoais quando as pessoas substituem o tempo em conjunto pelo tempo online”.

Resposta do Facebook sobre danos aos usuários

Pratiti Raychoudhury, vice-presidente de pesquisa da Meta, empresa que controla o Facebook, disse que esse tipo de pesquisa é feita justamente para que a plataforma entenda os possíveis problemas que causa para os usuários e que a equipe está sempre trabalhando para encontrar melhorias.

A executiva ainda acusa o jornal de ter selecionado apenas os documentos negativos para publicar de forma “irresponsável”. A empresa justifica também que os resultados indicados são de maio de 2019 e que a empresa está preocupada em reduzir os efeitos negativos do seu uso.

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“Embora não tenha sido encontrada uma relação causal entre a rede social e o vício, de modo geral, a pesquisa sugere que, em média, o Facebook não tem um grande impacto prejudicial no bem-estar”, disse.

“O Wall Street Journal novamente escolheu seletivamente documentos internos da companhia para apresentar uma narrativa que é simplesmente errada sobre como usamos pesquisas para lidar com um tema importante”, completou ainda a vice-presidente de pesquisa.

Os vazamentos são de autoria de Frances Haugen, ex-gerente de integridade do Facebook, que está divulgando documentos internos da empresa para diversos jornais do mundo. A ex-funcionária chegou a prestar depoimento sobre o tema no senado dos Estados Unidos.

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