O pesquisador e microbiologista Atila Iamarino anunciou ontem (09/11) em seu perfil no Twitter que sua conta no ConecteSUS, o aplicativo de informações médicas do Sistema Único de Saúde (SUS), teve os dados vandalizados.

O programa, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, foi adotado amplamente por sua função de carteira de vacinação digital para a Covid-19, e desde então vinha apresentando alguns problemas de usabilidade. Nas redes sociais, Atila informou que seu certificado de vacinação estava com nome, nacionalidade e nome da mãe alterados.

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Mais adiante, o pesquisador questiona a segurança do aplicativo e a concentração de informações. “Se eu tenho consulta marcada pelo SUS, medicamento, procedimentos delicados e mais um mundo de informação pessoal e muito sensível dentro do ConecteSUS, a que essa pessoa (ou essas pessoas) teve acesso?”

O ConecteSUS registra todas as vacinas aplicadas no usuário, tanto pelas redes pública e privada – não só a da Covid-19. O aplicativo ainda guarda dados de atendimentos, internações, medicamentos prescritos e exames realizados.

Usuários alertam para ações de hackers no ConecteSUS

ConecteSUS
Imagem: Divulgação/Ministério da Saúde

Após o anúncio de Atila, outros usuários no Twitter começaram a reportar que hackers estavam não apenas alterando dados do ConecteSUS, como também utilizando contas para a retirada de medicamentos.

No aplicativo, remédios como Enalapril, (Hipertensão), Metformina (Diabetes), Sinvastatina (Colesterol) e Aerogold (Asma) constavam em registros de usuários que datam entre 2015 a 2018. Os usuários reportaram não saber de onde vem a retirada.

Os usuários apontam ainda que retiradas de até 200 remédios estão registradas no app, em datas e locais em que não estiveram utilizando o sistema de saúde.

Imagem: Reprodução/Alvaro Scola Neto

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