Perto de completar um ano de operação, o PIX alcançou uma marca importante. O sistema de pagamentos instantâneos, utilizado por 40 milhões de brasileiros, já é aceito por mais da metade do e-commerce nacional, segundo um levantamento da consultoria Gmattos.

O estudo aponta que das 59 lojas participantes (que juntas representam 85% do setor de comércio eletrônico do país), 50,8% já aceitavam PIX em setembro — dentre as empresas, estão gigantes como Americanas, Magalu, Amazon, Carrefour, Mercado Livre, iFood, Renner, Netshoes, Uber, Sephora e Submarino — como comparativo, o mesmo levantamento de julho apontou uma adoção de 40,7%.

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Logotipo Pix na tela do smartphone com o logotipo do Banco Central do Brasil exibido ao fundo. Pix Brasil é um sistema de pagamento instantâneo
PIX ultrapassa 50% de aceitação no e-commerce brasileiro e pode rivalizar com boleto até o fim de 2021. Imagem: Brenda Rocha – Blossom/Shutterstock

Com o crescimento de 10,1% de julho a setembro, o PIX passa a ocupar a terceira posição entre as formas de pagamento mais relevantes no setor de e-commerce. Além do salto em aceitação, a pesquisa identificou outra tendência: lojas que têm oferecido promoções para quem efetua pagamentos via PIX. O que também serviu como incentivo para os consumidores adotarem a modalidade.

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PIX x boleto

Além do pagamento instantâneo, outro destaque foi a adoção de 83% do boleto bancário, que ficou logo à frente do PIX como o segundo meio de pagamento preferido entre os lojistas.

O cofundador e CEO da Gmattos, Gastão Mattos, destaca que nesse ritmo, o PIX pode fechar 2021 no mesmo patamar de adoção do boleto, o que, segundo o executivo, “revela o alto índice de aderência” da plataforma de pagamentos instantâneos no comércio eletrônico.

“Afinal, o PIX foi introduzido no mercado em novembro de 2020, ao passo que o boleto opera no e-commerce desde a sua origem, 27 anos atrás”, destacou.

Sobre as regras adotadas recentemente pelo Banco Central para aumentar a segurança do PIX, como o limite de R$ 1 mil em transações noturnas, por exemplo, o especialista afirma que a mudança não deve impactar o desempenho do sistema de pagamentos. “A concentração das compras online é muito forte em dias úteis, das 8h até as 19h, período em que a nova regra não tem influência”, avalia.

Por fim, o cartão de crédito segue na primeira posição entre os meios de pagamento mais aceitos pelo e-commerce nacional. Com aceitação de 98,3%, segundo o levantamento.

Créditos da imagem principal: Alison Nunes Calazans/Shutterstock

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