Famoso papa-espaço nas ruas e estradas, o Hummer surgiu em 1992 como a versão civil Humvee, o transporte leve militar (leve em comparação com blindados) criado pela AM General para o Exército dos EUA e os Marines em 1984. E, agora, há indícios de que o Hummer voltará às origens.

Segundo a rede de TV CNBC, a General Motors está criando um protótipo para a próxima versão do jipe de guerra dos EUA. O contrato, com o nome de Electric Light Reconnaissance Vehicle (eLRV, “Veículo de Reconhecimento Elétrico Leve”), deve ser baseado no Hummer elétrico, que estreou este ano.

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A infomração parece ser quente. Dois anos antes de o novo Hummer ser anunciado, em 2019, a GM havia recriado sua divisão militar, e recebido um contrato de US$ 214 mi para desenvolver veículos de infantaria para os EUA.

Hummer, entre civil e militar

O Humvee chama-se oficialmente High Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle (“Veículo de Alta Mobilidade Multifunção com Rodas”) – HMMWV; o nome é um apelido para a sigla. Não foi criado pela GM, mas pela AM General, empresa criada pela AMC em 1971, e vendida múltiplas vezes, hoje parte de um fundo de investimentos.

A GM adquiriu os direitos da marca Hummer em 1998, e a máquina continuou a ser produzida pela AM General até 2006, quando a GM assumiu, extinguindo de vez o Hummer em 2010 e ressuscitando, elétrico, este ano. A versão militar continua a ser feita pela AM General.

Se soa irônica a preocupação com o ambiente de uma entidade cujo trabalho principal é, sejamos francos, matar pessoas, é porque o consumo das forças armadas pode se tornar um problema para qualquer meta que os EUA possam assumir. Em 2019, um estudo da Brown University concluiu que as forças armadas dos EUA são a insituição mais poluidora do mundo e produz, sozinho, mais emissões que 140 países.

À CNBC, a secretária do Departamento de Defesa Kathleen Hicks afirmou que será um grande desafio integrar veículos elétricos à frota tradicional, já que zonas de guerra não são famosas por sua infraestrutura de abastecimento (ou sequer elétrica, depois que o trabalho começa a ser feito). Mas que devem ser adotados rapidamente na frota não tática, isto é, a que não trabalha em zonas de guerra – nesse caso, não adotar pode causar, eventualmente, dificuldades de abastecimento.

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