Uma funcionária da fábrica da Tesla em Fremont, na Califórnia, nos Estados Unidos, relatou que a empresa negligenciou suas denúncias de assédio sexual, chegando a desativar o e-mail para onde as importunações eram relatadas.

Jessica Barraza, 38, informou que já foi vítima de assédio “quase diariamente” durante os três anos que trabalhou na montadora de carros de Elon Musk. A funcionária alegou que frequentemente precisava suportar assobios e até mesmo toques inadequados.

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Barraza relatou que o estopim dos momentos de assédio sexual aconteceu no dia 28 de setembro, enquanto trabalhava no período noturno. Segundo a vítima, um homem se aproximou por trás dela e colocou a perna entre suas coxas.

A funcionária conseguiu escapar da situação e o homem disparou rindo: “Oh, que pena”. O relato de Barraza foi contado em uma queixa no tribunal estadual da Califórnia em Alameda County.

No entanto, antes de procurar as autoridades, a vítima tentou contato com o setor de recursos humanos da Tesla para denunciar as situações de assédio sexual. Os representantes da companhia, porém, preferiram não responder as queixas e chegaram a desativar o endereço de e-mail para onde as denúncias eram enviadas.

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Funcionária acusa Tesla de negligenciar assédio sexual. Imagem: Kevin McGovern/Shutterstock

Além das denúncias de assédio, Barraza informa que a Tesla exige que seus funcionários assinem acordos arbitrários, proibindo que os empregados levem seus problemas aos tribunais.

Atualmente, a vítima ainda é funcionária da Tesla, mas está afastada por recomendação médica devido um diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático. A funcionária espera que com a denúncia formal, consiga indenizações compensatórias e punitivas da empresa de Musk.

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