Arqueólogos encontraram uma múmia que tem entre 800 e 1.200 anos de idade, no sítio arqueológico de Cajamarquilla, no Peru, a cerca de 25 quilômetros (km) da capital Lima. De acordo com as informações divulgadas pela Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM), a múmia foi encontrada amarrada e com as mãos cobrindo o rosto – o que os especialistas dizem ser um costume funerário antigo.

A estimativa de idade a múmia a coloca antes das invasões espanholas – aliás, uma múmia de 1.200 anos teria vivido antes mesmo do estabelecimento da civilização inca, responsável pela criação de Machu Picchu no século XV.

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Imagem mostra arqueólogos limpando a múmia de 1.200 anos encontrada no Peru
Equipe de arqueólogos limpam a múmia encontrada em Cajamarquilla, no Peru. Corpo pertence a um homem que morreu com idade entre 25 e 30 anos, provavelmente alguma liderança comercial (Imagem: Universidad Nacional Mayor de San Marcos/Divulgação)

“A descoberta deste residente traz uma nova luz às interações e relações dos tempos pré-hispânicos”, disse Pieter Van Dalen Luna, um dos arqueólogos da universidade, que liderou a escavação, à CNN.

Segundo o comunicado da universidade, a múmia seria um homem que teria morrido quando tinha entre 25 e 30 anos de vida, que provavelmente chegou a Cajamarquilla das montanhas próximas. O que é hoje um sítio arqueológico preservado, durante a era pré-colombiana era conhecida como uma região de grande tráfego comercial, com mercados e comércios dos mais variados tipos.

A descoberta veio como uma surpresa para a equipe de aproximadamente 40 pessoas. Isso porque o time liderado por Van Dalen Luna e a também arqueóloga Yomira Huamán Santillán não estava procurando, especificamente, por uma múmia. “Toda a equipe ficou muito contente já que ninguém esperava que isso acontecesse”, disse Huamán.

Van Dalen Luna também contou que outros itens surpreendentes – especificamente, moluscos – foram encontrados na área. Isso também deixou a equipe intrigada, considerando que Cajamarquilla fica relativamente longe do litoral peruano, mas ele oferece uma explicação para isso:

“Depois que um corpo é guardado em seu túmulo, várias atividades e eventos acontecem por perto”, ele contou. “Ou seja, os descendentes [da múmia de 1.200 anos] continuaram visitando o local por muitos anos, trazendo oferendas de comida e preciosidades, incluindo os moluscos”.

Os arqueólogos acreditam que a múmia tratava-se de um cidadão de prestígio, dadas as características e local da descoberta. Van Dalen Luna especula que o homem era, talvez, um líder de alguma organização comercial.

O comunicado divulgado pela universidade afirma que os especialistas continuarão estudando a descoberta bem como o seu entorno, a fim de estabelecer maiores informações sobre a vida do antigo centro comercial na época.

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