Para evitar que a variante Ômicron da Covid-19 se espalhe, o Reino Unido, além de impedir voos em alguns países da África, vai voltar a exigir o uso de máscaras em locais fechados. O país havia desobrigado totalmente o equipamento de proteção na maior parte dos estabelecimentos e agora corre para tentar conter a cepa.

Segundo o secretário de saúde, Sajid Javid, essa medida é uma forma de tentar evitar que a Ômicron se espalhe no Reino Unido. A cepa já foi classificada como variante de preocupação pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e colocou as autoridades do mundo inteiro em alerta devido ao seu alto número de mutações, mais alto do que outras cepas, como a Delta, por exemplo.

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Máscaras contra Covid-19 no Reino Unido

“O motivo pelo qual estabelecemos essas medidas é para proteger o progresso que fizemos para que possamos continuar a aproveitar o Natal com nossas famílias”, disse Javid em entrevista para a BBC. O país ainda deve intensificar os testes PCR para tentar localizar possíveis caso da linhagem.

O primeiro-ministro, Boris Johnson, anunciou novas restrições para viajantes que cheguem ao país. Agora, é preciso realizar um teste PCR em solo britânico permanecer em isolamento até que o resultado saia e dê negativo. “Exigiremos que qualquer pessoa que entrar no Reino Unido faça um teste de PCR de Covid-19 ao final do segundo dia após sua chegada e se isole até que tenha um resultado negativo”explicou.

A OMS relatou nesta terça-feira (30) que não concorda com as proibições de viagens que estão sendo impostas pela nova variante ômicron, que causa a Covid-19. O órgão ainda pediu que qualquer medida imposta seja baseada em evidências.

De acordo com a OMS, medidas como triagem e quarentena de passageiros internacionais são métodos viáveis, mas proibições generalizadas não evitarão a propagação da nova variante. “As proibições generalizadas de viagens não impedirão a disseminação internacional e representam um fardo pesado para vidas e meios de sustento”, disse.

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A agência afirma que 56 países estavam implementando medidas restritivas de viagem desde o dia 28 de novembro com o intuito de adiar a chegada da variante ômicron. No comunicado, a OMS ainda pediu que pessoas do grupo de risco, aqueles com mais de 60 anos e comorbidades, devem adiar suas viagens internacionais.

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