Uma das principais preocupações com a nova variante Ômicron é se as vacinas são capazes de combater a cepa da Covid-19. Nesse sentido, a CoronaVac parece ter uma vantagem na hora de agir contra as variantes, incluindo a Ômicron, explicou a vice-diretora do Instituto Butantan, Maria Carolina Sabbaga.

De acordo com a especialista em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, a fórmula do imunizante evita que ela seja burlada pela nova variante. Isso ocorre principalmente pois as alterações mais preocupantes da nova cepa são na proteína Spike, porta de entrada do vírus no corpo humano e onde vacinas como a da Pfizer e da Moderna agem.

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No entanto, a CoronaVac utiliza a tecnologia de vírus inativo, que faz com o que o corpo humano aprenda a se defender melhor contra o vírus, o que evita que a variante Ômicron consiga burlar totalmente a proteção concedida pelo imunizante fabricado no Instituto Butantan.

CoronaVac contra Ômicron

“Eu diria que a eficácia da Coronavac é a que tem menos chance de ser burlada pela Ômicron”, disse Maria Carolina ao jornal. Apesar disso, novos testes vão ser feitos para confirmar a funcionalidade do imunizante no combate à nova variante. 

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Em entrevista para o canal americano NBC, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse que a empresa já trabalha em uma versão da vacina mais aprimorada especialmente para a nova variante da Covid-19.

O chefe da farmacêutica disse que espera que o processo dure cerca de 95 dias. Apesar disso, ele diz acreditar que a vacina atual seja capaz de barrar a nova variante e explica que aprimorar a fórmula sem ter a certeza se ela vai ser necessária é um procedimento padrão em casos como esse e que isso já foi feito com cepas anteriores.

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