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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que desistiu de classificar a velhice como uma doença listada na edição de 2022 da Classificação Internacional de Doenças (CID 11). A decisão foi anunciada na última quinta-feira (16) e põe fim à polêmica sobre se a idade avançada por si só é uma doença.
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A proposta da OMS era de substituir o termo “senilidade”, que já consta no CID, por “velhice sem menção de psicose; senescência sem menção de psicose; debilidade senil”. A proposta recebeu uma enxurrada de críticas de organizações científicas que lutam pelos direitos dos idosos.
Aumento do preconceito
O temor era de que a inclusão do termo “velhice” na CID pudesse mascarar problemas de saúde que são desencadeados pela idade, além de aumentar o preconceito contra idosos em alguns ambientes, principalmente no mercado de trabalho.
Além dessas associações, uma série de sociedades médicas e governos, incluindo o brasileiro, pediram que a OMS não incluísse o termo em um dos códigos da lista de doenças. Segundo esses órgãos, a inclusão também poderia impedir o registro correto de causas de mortes de pessoas com idade avançada.
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Agora, o CID 11 terá a expressão “declínio da capacidade intrínseca associado ao envelhecimento”, ao invés de apenas “velhice”. A mudança, apesar de sutil, evita que a velhice, propriamente dita, seja classificada por médicos como uma doença, e não um facilitador de condições debilitantes.
O que é a CID

A Classificação Internacional de Doenças foi introduzida em 1900 e consiste em um conjunto de mais de 55 mil códigos que são utilizados por profissionais de saúde, médicos e formuladores de políticas públicas na área da saúde.
A CID é usada para classificar as causas de internação de pacientes, afastamentos do ambiente de trabalho e as causas de morte nos atestados de óbito. Em janeiro de 2022, passará a valer a 11ª edição da lista, que havia sido atualizada pela última vez em 1992.
Via: Folha de S. Paulo
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