Uma ação coletiva aberta esta semana no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Orange County alega que os porta-copos do BMW X7 não podem, digamos, se molhar. No processo de US$ 5 milhões (que seriam mais de R$ 28 milhões convertidos hoje, 18/12) os autores da ação apontam que, possivelmente, outros veículos da montadora contêm a mesma falha de projeto.

A longa reclamação pode ser resumida na seguinte afirmação: os porta-copos estão com defeito e não foram projetados adequadamente para segurar copos cheios de líquido. Ou seja, exatamente o que os porta-copos devem fazer.

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Quando o líquido é derramado no porta-copos, os fios do módulo de controle SRS (airbag), que ficam diretamente embaixo do acessório, ficam molhados e danificados, causando problemas aos airbags. Como resultado, os dispositivos de segurança podem disparar inadvertidamente, diz a reclamação.

Os autores da referida ação acreditam que existem milhares de veículos com a mesma falha de design. “Da forma como está organizado, os carros estão sujeitos a mau funcionamento quando há um vazamento no porta-copos ou condensação no copo”, acrescentou uma das partes autoras do processo contra a BMW.

BMW “discute” o problema há trinta anos

Não há relato de alguém ter se machucado com o defeito, embora o processo aponte para várias histórias, postadas online, de pequenos derramamentos de porta-copos que resultaram em contas de conserto de US$ 2 mil (algo acima dos R$ 11 mil). Detalhe: com a BMW se recusando a cobrir os custos, mesmo com o carro estando na garantia.

Curiosamente, em uma entrevista de 2011, Ludwig Willisch, então CEO da BMW da América do Norte, relatou: “os porta-copos têm sido um grande problema para a empresa”, um debate que, já na época, contava vinte anos na montadora, segundo o antigo CEO. “Em um determinado momento, os engenheiros não acreditaram que isso fosse um problema”, concluiu Willisch. Aparentemente, dez anos depois da entrevista, há quem acredite que os engenheiros ainda não acreditam que seja um problema.

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