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A vacinação infantil contra a Covid-19 é a pauta mais debatida nos últimos dias. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que os imunizantes da Pfizer fossem utilizados em crianças de 5 a 11 anos, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou a posição do órgão regulamentador.
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou na noite desta quinta-feira (23) que a vacinação de crianças de cinco a 11 anos de idade só será permitida mediante prescrição médica. A decisão foi comunicada durante uma entrevista coletiva concedida pelo ministro para dar esclarecimentos sobre a imunização infantil.
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Queiroga disse que o documento com as recomendações sobre a vacinação de crianças deve ir ao ar em breve. O ministro reforçou que a “recomendação é que [o imunizante] não seja aplicado de forma compulsória”.
No entanto, as declarações de Marcelo Queiroga não fazem sentindo para técnicos da Anvisa. Membros do órgão ouvidos pela jornalista Andréia Sadi apontam que a prescrição médica sugerida só “burocratiza” o processo de imunização, especialmente para pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com técnicos da Anvisa, quando uma vacina entra no programa de saúde pública, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) passa a exercer a função da prescrição médica, dispensando a intervenção individual de um médico para cada paciente, pois já estabelece quem pode ou não se vacinar.
Membros da Anvisa ainda questionam como o SUS vai lidar com os milhões de pedidos de prescrição médica para vacinação infantil contra a Covid-19. O Ministério da Saúde ainda não explicou como se dará este processo.
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