Um novo vídeo divulgado pela agência espacial norte-americana (NASA) mostra as “correntes coronais” – jatos de massa solar escapando de nossa estrela – em material capturado pela sonda Parker. Normalmente, esse tipo de fenômeno é observado durante eclipses solares, mas graças à proteção especial da sonda, nós conseguimos ver em primeira mão a sua ocorrência em caráter mais direto.

A sonda Parker está em órbita circular aproximada ao Sol e, a cada volta, se aproxima mais e mais da estrela. Em abril de 2021, ela finalmente chegou à coroa e, com isso, ela conseguiu capturar informações e fenômenos que nunca haviam sido observados tão de perto.

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“Essas estruturas podem ser vistas como filamentos brilhantes neste vídeo compilado pelo instrumento WISPR [Wide-field Imager for Parker Solar Probe] da sonda”, diz um comunicado divulgado pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade John Hopkins. O WISPR foi desenhado para estudar a densidade de partículas de carga alta – como elétrons – e também a estrutura coronal.

A missão primária da sonda Parker é identificar a origem dos chamados “ventos solares”, tempestades constituídas de partículas energéticas ejetadas pelo Sol e que atravessam o sistema solar, por muitas vezes, chegando à Terra. Quando elas chegam aqui, diversos efeitos podem ser observados: as auroras boreal e austral, problemas com equipamentos eletrônicos e risco elevado de exposição à radiação para satélites e astronautas, por exemplo.

Foi em abril que a sonda chegou ao seu ponto mais próximo do Sol – a chamada “fotosfera” -, onde observou pela primeira vez os jatos solares que você conferiu no vídeo acima. Segundo a Nasa, responsável pela operação da sonda Parker, “passar por esses jatos foi como voar por dentro do olho de um furacão”.

Segundo a agência, uma nova passagem está prevista para o fim deste mês de janeiro.

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