A França detectou um novo surto de gripe aviária (H5N1) em uma fazenda em Beaufou, no oeste do país. O caso foi confirmado pela Anvol, grupo que representa a indústria avícola francesa. O caso marca o primeiro surto na região do país, representando a disseminação do problema.  

A gripe aviária está se espalhando pela Europa nos últimos meses e coloca toda a indústria em alerta já que no último surto, milhões de aves precisaram ser abatidas. O presidente da Anvol, Yann Nedelec, afirmou que a França já perdeu 600 mil aves durante o último surto.  

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O primeiro caso do problema aconteceu em 26 de novembro no norte da França, mas segundo Nedelec, a região já está sob controle e não se preocupa mais com a gripe aviária. No entanto, o vírus se espalha por outras fazendas do país, principalmente na região sudoeste.  

“Esperançosamente não será tão ruim este ano, olhando para as medidas rígidas que tomamos, incluindo manter todos os rebanhos dentro de casa”, disse Nedelec sobre como a Anvol está agindo para combater o vírus.  

Dados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) apontam que a Itália perdeu quase quatro milhões de aves por culpa da gripe aviária entre outubro e dezembro do último ano. 

China confirma primeiro contágio de nova cepa da gripe aviária no mundo
Gripe aviária é detectada em fazenda de perus na França. Imagem: Henadzi Pechan (iStock)

A H5N1 não tem muitos casos de infecção em humanos: segundo o site do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, desde novembro de 2003, foram registrados pouco mais de 700 casos humanos da gripe aviária, em regiões como Ásia, África e Oriente Médio. 

Apesar de raro, porém, um caso de infecção por H5N1 pode trazer diversos problemas: dos poucos casos mencionados pelo CDC, cerca de 60% deles resultaram em morte da pessoa infectada. Normalmente, essa gripe ataca o sistema respiratório, causando problemas como pneumonia e falência respiratória. 

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