Você tem US$ 150 (R$ 854,70) sobrando? Se sim, parabéns: você pode guardar esse dinheiro para comprar, em algum momento de 2022, a Zephyr Pro, uma versão atualizada da máscara de proteção criada pela Razer, que segundo anúncio da empresa de periféricos durante a CES 2022, vem com amplificadores de voz.

Se você não acompanhou, a primeira Zephyr quase contou com essa função, mas pouco antes da entrega do produto, a Razer acabou cancelando o recurso, afirmando que sua ausência deixava o design do primeiro modelo mais leve.

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Imagem de divulgação da máscara Zephyr Pro, da Razer
Nova versão da máscara Zephyr (que adiciona o “Pro” ao nome para se destacar de sua antecessora) adiciona amplificação de voz por alto-falante aos seus recursos (Imagem: Razer/Divulgação)

Parece que isso deixou de ser um fator importante, considerando o fato de que a Zephyr Pro é praticamente igual ao visual de sua predecessora – salvo por dois alto-falantes instalados um de cada lado do filtro removível. Também há um botão dedicado em uma das linhas RGB (porque, se não tem “luzes gamer”, não seria a Razer, certo?), usado para ligar ou desligar a função de amplificação de voz.

Apesar da novidade não alterar muito o visual da máscara, a Razer assegura que seu peso será praticamente igual ao do modelo anterior – pouco mais de 200 gramas (g) -, graças a um novo processo de confecção a laser dos alto-falantes, que “praticamente cancela” seu peso adicional.

No que tange à bateria, a Razer disse que a duração deve ficar no mesmo patamar do modelo anterior – mesmo com a amplificação de voz ligada: cinco a seis horas. Entretanto, há uma pegadinha aqui: “com a amplificação de voz ligada” deve ser entendido aqui como “você usando a função apenas quando você estiver falando” – desligando-a quando parar de conversar. Em caso de uso contínuo, essa duração será reduzida (mas não disseram para quanto).

Finalmente, a Razer promete que, em um futuro próximo após o lançamento da Zephyr Pro, será possível adquirir kits com cerca de 100 filtros trocáveis (padrão N95) por US$ 199 (R$ 1135,10) – porque apesar de ter um par de microfones e luzes coloridas fixados na sua cara, a máscara ainda tem a função de lhe proteger do coronavírus (Sars-Cov-2) e outras doenças transmitidas pelo ar.

Procurando pela internet, encontramos diversos canais estrangeiros que fizeram análises do primeiro modelo da máscara, e praticamente todos eles tinham o consenso de que, na prática, o produto da Razer fazia pouco ou nada a mais do que as máscaras comuns – ao menos, de uma forma que justificasse seu preço: um dispositivo híbrido entre um escudo facial e uma máscara com filtros, a Zephyr original ainda trazia o desconforto de ter algo pesado preso ao rosto e seu visual não tinha nenhuma serventia a não ser chamar atenção em público.

Considerando que a Zephyr Pro segue praticamente o mesmo padrão, é difícil dizer se esse modelo trará alguma redenção para um produto que, essencialmente, custa bem mais do que os padrões para fazer exatamente a mesma coisa.

Mas tem alto-falantes. De repente…

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