A Maserati anunciou na noite de segunda-feira (10) que vai disputar o Mundial de Fórmula E a partir da temporada 2022/23, marcando seu retorno ao automobilismo de monopostos depois de 65 anos. A última vez que a marca italiana participou de uma categoria de monopostos (ou fórmulas, como às vezes são chamados no Brasil) com equipe própria foi em 1957, na Fórmula 1, quando obteve o título de pilotos com o argentino Juan Manuel Fangio.

Parte do grupo Stellantis desde o início do ano passado, a Maserati pretende lançar uma variante elétrica do esportivo MC20 até 2025. Por conta disso, estuda utilizar o Gen3, novo carro da Fórmula E, para desenvolver o trem de força para seus esportivos de luxo. A DS, outra marca da Stellantis na categoria, vai compartilhar soluções de hardware com a equipe italiana, mas em termos de software as duas empresas atuarão de forma independente.

publicidade

Leia mais:

“A marca Maserati hoje está voltando para o futuro, voltando às suas raízes automobilísticas”, disse o CEO da Maserati, Davide Grasso, em coletiva de imprensa. “Estou extremamente feliz e animado em anunciar que a Maserati é a primeira marca italiana a se juntar ao Mundial de Fórmula E a partir de 2023, temporada nove. Não poderia ser a melhor maneira de começar um novo ano.”

CEO da Maserati, Davide Grasso, e CEO da Fórmula E, Alejandro Agag
CEO da Maserati, Davide Grasso, e CEO da Fórmula E, Alejandro Agag: atrás, o modelo 250F da Maserati que conquistou o Mundial de Fórmula 1 em 1957 (Maserati/Divulgação)

O Gen3 vai ser adotado a partir da temporada 2022/23 e trará um aumento de potência em qualificação (350 kW) e corrida (300 kW) e uma bateria com maior capacidade de recarregamento. Isso vai permitir, por exemplo, que, pela primeira vez, uma corrida com monopostos elétricos tenha pitstops.

A Maserati não divulgou ainda sua dupla de pilotos nem o corpo de engenheiros que vai participar da operação na Fórmula E. Além da marca de Modena, até então, confirmaram presença na temporada as equipes Venturi e McLaren. A Mercedes-Benz anunciou em agosto do ano passado que vai deixar o campeonato após o fim da atual temporada.

Juan Manuel Fangio com a Maserati 250F
Juan Manuel Fangio com a Maserati 250F (Wikimedia/CC)

Tradicional no esporte a motor

A Maserati foi uma das principais equipes na primeira década da Fórmula 1, nos anos 1950, tendo produzido carros para nomes como Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, José Froilán González e Alberto Ascari. Com Fangio, a montadora italiana obteve dois títulos mundiais (1954 e 1957).

No fim dos anos 50, a Maserati retirou sua equipe própria da categoria, mas continuou como fornecedora de motores e carros privados até o meio da década seguinte. Enquanto isso, seguiu no Mundial de Endurance, onde foi vice-campeã em 1956, 1957 e 1961.

Depois que foi incorporada à Citroen, no fim dos anos 1960, a marca de Modena diminuiu suas operações no automobilismo, participando esporadicamente de categorias de turismo e rali com operações privadas. Ela só voltaria a ter uma equipe própria a partir de 2004, no extinto Mundial de GT, onde obteve um sucesso expressivo, sendo vice-campeã em 2010. No ano seguinte, a marca italiana abandonou o campeonato.

Via Autosport

Imagem: Giovanni Love/Shutterstock

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!