Coronavírus

Covid-19: ao contrário de autoridades de todo o mundo, Ministério da Saúde defende cloroquina em vez de vacina

23/01/22 12h12, atualizada em 24/01/22 10h16

Uma nota técnica publicada pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (21) contraria a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da comunidade científica mundial, afirmando que a hidroxicloroquina é eficaz no tratamento contra a Covid-19, mas as vacinas não.  

Os imunizantes são comprovadamente reconhecidos como a melhor saída para prevenir a infecção pelo SARS-CoV-2, além de ser o melhor método para garantir infecções leves, caso ocorram. Enquanto a cloroquina foi dispensada como tratamento por órgãos de saúde de todo o mundo e, desde março de 2021, não é oficialmente recomendada pela OMS no tratamento da doença.  

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Em sua defesa, após a divulgação da nota técnica, o Ministério da Saúde afirmou que “em nenhum momento afirmou que o referido fármaco é seguro para tratamento da Covid-19, nem questionou a segurança das vacinas, que é atestada pela agência reguladora”. 

“A interpretação foi retirada erroneamente de uma manifestação de nota técnica da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE). A secretaria informou que observada isoladamente não traduz o real contexto, explicitado no próprio texto. A interpretação de que ela afirma existência de evidências para o medicamento cloroquina e não existência de evidências para vacinas é errada e descontextualizada”. 

Confira o que diz o relatório do Ministério da Saúde: 

Tabela disponível no relatório divulgados pelo Ministério da Saúde. Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Vale ressaltar que estudos clínicos produzidos por autoridades de saúde e pela comunidade científica mundial atestam que as vacinas são completamente seguras e eficazes no combate a Covid-19, diferentemente da hidroxicloroquina que não demonstrou nenhum tipo de eficácia ao combate da doença.  

A Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégico, que produziu o documento, é dirigida por Helio Angotti Neto, que assinou o relatório utilizado para rejeitar as diretrizes da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia ao Sistema Único de Saúde (Conitec) de não utilizar o “kit Covid” em pacientes do SUS. 

Via: G1

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