Nesta terça-feira (25), a China lançou o primeiro de um par de satélites de radar que fornecerão dados geológicos importantes sobre terremotos e deslizamentos de terra no nosso planeta.

Um foguete Longa Marcha 4C decolou do Centro de Lançamento de Satélites Jiuquan, no deserto de Gobi, às 20h44 (pelo horário de Brasília). Painéis de isolamento, projetadas para manter o combustível hipergólico do foguete na faixa de temperatura ideal no inverno frio do deserto, se desprenderam do veículo enquanto ele subia rumo ao espaço.

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Um dos satélites L-SAR 01 durante etapa de testes. Imagem: SAST

A bordo do foguete estava o satélite L-SAR 01A, equipado com radar de abertura sintética (SAR) de banda L que será usado para monitorar o ambiente geológico, deslizamentos de terra e terremotos. Ele ficará em uma órbita quase polar de 98 graus com uma altitude de cerca de 600 quilômetros.

Conforme explica o site Space.com, observações de radar do espaço têm a vantagem de poderem ver através das nuvens. A banda L é uma série de comprimentos de onda de radar que são úteis para penetrar vegetações, como florestas, e fazer observações de solo e rochas.

Próximo lançamento de satélite da China será no mês que vem

Como dito anteriormente, L-SAR 01 é o primeiro de um grupo de dois satélites. De acordo com a Administração Espacial Nacional da China (CNSA), o L-SAR 01B será lançado no fim de fevereiro.

Ainda segundo a CNSA, o par de satélites voará em conjunto para fornecer informações geológicas após eventos sísmicos como terremotos, atividade vulcânica e deslizamentos de terra, além de fazer pesquisas topográficas em larga escala.

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A desenvolvedora dos satélites é a estatal Academia de Tecnologia de Voos Espaciais de Xangai (SAST), que afirmou que eles contribuirão para a realização de objetivos globais, como o desenvolvimento sustentável.

Nos últimos anos, a China aumentou sua taxa de lançamento e, especialmente em 2021, lançou mais do que qualquer outro país no ano passado, com 55 decolagens.

Zhai Wenjiang, chefe da estação terrestre do Centro de Lançamento de Satélites Jiuquan, disse à mídia chinesa que o local atualizou suas tecnologias de informação no último ano. “Lidamos com missões de estações espaciais e missões de lançamento de satélites simultaneamente no ano passado. Diante de uma infinidade de missões de lançamento e requisitos mais elevados, não poupamos esforços para enfrentar os principais problemas, realizamos pesquisa e desenvolvimento para tecnologias de informação”, disse Zhai.

O lançamento marcou a segunda missão orbital da China em 2022, após o envio do satélite de testes Shiyan-13, no último dia 17. Em nível mundial, esse foi o sétimo lançamento do ano, contando cinco dos EUA.

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