Coronavírus

Moderna inicia testes em humanos para vacina contra HIV

Por Matheus Barros, editado por Lucas Soares
28/01/22 17h07
Homem sendo vacinado

Imagem: PanyaStudio/Shutterstock

A farmacêutica Moderna anunciou na quinta-feira (27) que iniciará os testes em seres humanos para uma vacina que age contra o vírus HIV, causador da Aids. O primeiro ensaio será realizado nos Estados Unidos com a participação de 56 voluntários saudáveis que são HIV negativos.  

O imunizante foi produzido com a tecnologia de RNA mensageiro, a mesma utilizada na vacina contra a Covid-19 da farmacêutica. O primeiro objetivo do estudo é acompanhar a estimulação da produção do anticorpo bnAb que age contra diversas variantes do HIV.  

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A vacina visa ensinar as células B do nosso sistema imunológico a produzir estes anticorpos. O estudo aplicará uma injeção de um antígeno inicial e um reforço posterior com uma substância capaz de induzir esta fortificação imune.  

“A busca por uma vacina contra o HIV é longa e difícil, e ter novas ferramentas em termos de antígenos e plataforma pode ser a chave para um rápido progresso”, disse Mark Feinberg, diretor da Iniciativa Internacional pela Vacina da Aids (IAVI). 

Moderna inicia testes em humanos para vacina contra HIV. Imagem: Shutterstock

FDA aprova primeiro tratamento injetável para prevenir HIV 

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou o primeiro tratamento injetável para prevenção do HIV. Diferente do tratamento já utilizado, o novo método dispensa o uso diário de medicamentos.   

O tratamento foi batizado como Apretude e é aplicado com um intervalo de dois meses entre cada dose. Assim como os demais, o medicamento serve para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao vírus causador da síndrome da imunodeficiência humana, a aids.   

Crédito: Shutterstock

Esta é a primeira opção de profilaxia ao HIV ao HIV dos Estados Unidos que não utiliza pílulas diárias, explica a diretora da Divisão de Antivirais no Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos, Debra Birnkrant.   

Especialistas esperam que com o novo método de prevenção mais pessoas passem a se proteger, pois diversas pessoas ainda evitam o tratamento tradicional das pílulas diárias, principalmente homens jovens que se relacionam com outros homens, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).  

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