Siga o Olhar Digital no Google Discover
Ciência não é só descoberta, mas também releitura do que já era conhecido: a prova mais recente disso é uma nova cronologia da história da Lua, estabelecida graças à análise de amostras coletadas pela missão chinesa Chang’E-5, lançada da Terra em novembro de 2020.
Ofertas
Por: R$ 36,21
Por: R$ 24,96
Por: R$ 9,90
Por: R$ 5,86
Por: R$ 113,70
Por: R$ 6,90
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 199,00
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
De acordo com os autores do estudo, as amostras não só estabelecem uma nova cronologia da Lua, como também nos dão uma linha do tempo mais detalhada em relação a diversos corpos espaciais das regiões mais internas do sistema solar.
Leia também
- Grupo quer manter o lado escuro da Lua livre de “poluição”; entenda
- Foguete chinês vai atingir a Lua em março
- Tamanho da Lua pode ter sido fator crucial para a Terra ser capaz de sustentar a vida

As primeiras amostras da Lua foram coletadas durante a missão Apollo 11 e a visita de Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Jim Lovell, em julho de 1969. Outras amostras foram coletadas até 1976. Segundo o processo de radiometria que determinou suas idades, as amostras tinham, respectivamente, mais que três bilhões de anos (1969) e menos que um bilhão de anos (1976) — idades reais das regiões de onde as amostras foram retiradas.
Isso representa um problema: apesar das amostras criarem a fundação do método de contagem de crateras (incluindo áreas não visitadas, como o lado escuro da Lua) e, consequentemente, a determinação da idade de todo o nosso satélite, um espaço não contabilizado de dois bilhões de anos corresponde à metade da cronologia geológica da Lua.
Nisso, veio a missão Chang’E-5, que tinha por objetivo vasculhar a superfície da Lua em busca de crateras mais jovens — cerca de 2 bilhões de anos ou menos — para refinar esses resultados. E em dezembro de 2020, a sonda que deu nome à missão aterrissou na área conhecida como “Oceanus Porcellarum” (o “Oceano de Tempestades”, na tradução direta), de onde retirou amostras datadas de 2,03 bilhões de anos.
Após o retorno das amostras e extensivas análises, um novo modelo de pesquisa foi estabelecido, reduzindo esse espaço de incerteza de dois bilhões de anos para algumas centenas de milhões — 200 milhões, para ser mais exato.
O efeito disso, na prática, é o de que a missão Chang’E-5 se tornará o ponto de referência primário quando estudos do futuro tiverem que considerar a cronologia da Lua, agora com informações mais atualizadas.
O estudo completo já está disponível no jornal científico Nature Astronomy, após revisão de seus pares.
Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!