Uma equipe de pesquisadores revelou ter encontrado um santuário de aproximadamente 9 mil anos em um remoto sítio arqueológico no lado oriental do Deserto da Jordânia. Os restos do templo foram descobertos em um acampamento neolítico perto de grandes estruturas conhecidas como “pipas do deserto”, armadilhas que se acredita terem sido usadas para cercar gazelas selvagens para abate.

Foto fornecida pelo Ministério do Turismo da Jordânia mostra duas pedras esculpidas em um local remoto neolítico no deserto oriental da Jordânia, no que podem ser os restos de um santuário de aproximadamente 9 mil anos. Crédito: Ministério do Turismo da Jordânia

Tais armadilhas consistem em duas ou mais longas paredes de pedra convergindo em direção a um recinto e são encontradas espalhadas pelos desertos do Oriente Médio. “O local é único, primeiro por causa de seu estado de preservação”, disse o arqueólogo jordaniano Wael Abu-Azziza, colíder do projeto. “Tem 9 mil anos e tudo estava quase intacto”.

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Segundo Abu-Azziza, dentro do santuário havia duas pedras esculpidas com figuras antropomórficas, acompanhadas de um desenho da “pipa do deserto”, bem como um altar, uma lareira, conchas marinhas e um modelo em miniatura da armadilha para gazelas.

De acordo com a equipe, que inclui arqueólogos da Universidade Al Hussein Bin Talal, da Jordânia, e do Instituto Francês do Oriente Próximo (Ifpo), o santuário “lança toda uma nova luz sobre o simbolismo, a expressão artística, bem como a cultura espiritual dessas populações neolíticas até então desconhecidas”.

Escavado em 2021, o local onde o santuário foi encontrado tem uma proximidade com as pipas do deserto que sugere que os frequentadores eram caçadores especializados e que as armadilhas eram “o centro de sua vida cultural, econômica e até simbólica nesta zona marginal”, diz o comunicado.

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