As doações em Bitcoin continuam em ritmo acelerado em prol dos militares ucranianos. Nesta sexta-feira (25), uma página de fundos no Patreon registrou o envio de US$ 1 milhão direcionados a Come Back Alive, uma organização sem fins lucrativos com sede em Kiev. Ela foi criada em 2014 e já havia recebido quase US$ 400 mil em Bitcoin na quinta-feira (24), valor constatado pela empresa de blockchain Elliptic, que tem sede no Reino Unido. 

Doações aumentam a cada dia 

Antes da invasão da Rússia, a média de doações ficavam na casa dos US$ 5 mil por mês, mas tiveram um aumento considerável desde que as tropas comandadas por Vladimir Putin entraram em território ucraniano, causando estragos e mortes. 

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Atualmente, a criptomoeda está se transformando em um meio alternativo de caridade e doações, com uma média de aumento de 1.558% em 2021 na plataforma de filantropia The Giving Block. 

Os Bitcoins recebidos pela Come Back Alive serão utilizados para compra de suprimentos médicos e para cobrir determinados custos bélicos. 

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Bitcoin vem sendo um meio alternativo de doações para uma organização que financia os militares ucranianos, que continuam resistindo diante da invasão russa. Imagem: Alexey Struyskiy/Shutterstock

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Crowdfunding é tática na busca por recursos

Organizações ucranianas adotaram táticas de crowdfunding em 2014, quando o presidente alinhado à Rússia, Viktor Yanukovych, foi destituído do cargo durante a Revolução Maidan.  

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Ao doar criptomoedas, as transações de criptografia ponto a ponto podem contornar bancos, instituições financeiras e até controles governamentais – embora, para serem mais úteis, possam ocasionalmente precisar ser trocadas por dinheiro.

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