A guerra da Rússia contra a Ucrânia se estende por quase uma semana e causa preocupação na Organização Mundial da Saúde (OMS) por conta do risco de desabastecimento de oxigênio para o tratamento de pacientes internados em hospitais ucranianos. A organização alerta que o sistema de saúde do país enfrenta se encontra em estágio crítico.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o diretor da divisão europeia da OMS Europa, Hans Henri P. Kluge, pedem que “suprimentos médicos críticos cheguem com segurança àqueles que precisam e estão trabalhando com parceiros para estabelecer um trânsito seguro para remessas pela Polônia”. O comunicado foi através de uma nota e nela, detalharam a situação.

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Tanto que neste momento, os serviços hospitalares estão sendo afetados pela falta de energia e “as ambulâncias que transportam pacientes arriscam serem pegas no fogo cruzado”.

A OMS informou que a invasão da Rússia gerou um aumento de 20% a 25% no consumo nacional de oxigênio e agora, “a situação do suprimento de oxigênio está chegando a um ponto muito perigoso na Ucrânia”. De acordo com a organização, os “caminhões não conseguem transportar suprimentos de oxigênio das fábricas para hospitais em todo o país, incluindo a capital Kiev. A maioria dos hospitais pode esgotar suas reservas de oxigênio nas próximas 24 horas. Alguns já esgotaram. Isso coloca milhares de vidas em risco”.

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Além disso, os fabricantes de oxigênio enfrentam outro desafio que é a escassez de zeólita. O produto químico é muito importante para que seja realizado a produção de oxigênio médico de forma segura, porém, o problema é que a maioria do insumo é importada.

Com o objetivo de reduzir os efeitos da crise, a OMS – ao lado de parceiros – tentam importar oxigênio hospitalar de fabricantes regionais com um trânsito seguro para o reabastecimento: “É imperativo garantir que suprimentos médicos que salvam vidas, incluindo oxigênio, cheguem àqueles que precisam”.

Fonte: OMS  

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