Com toda a situação entre a Rússia e a Ucrânia, um anúncio feito pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA acabou passando despercebido: eles pretendem patrulhar a região do espaço ao redor da Lua.

Um vídeo publicado pela força aérea no YouTube ressalta a extensão da missão norte-americana de exploração do espaço, e denota o desejo de aumentar essa abrangência muitas vezes, efetivamente colocando a superpotência no lado escuro do nosso satélite.

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“Até agora, os Estados Unidos ampliaram sua missão espacial para 35,4 mil km acima da Terra”, diz a voz que narra o vídeo acima. “Isso foi naquela época. Agora, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA e sua respectiva área de operações estão ampliando essa área mil vezes, elevando nossa cobertura para o lado escuro da Lua e o espaço cislunar”.

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A ideia já vinha sendo cortejada pelo governo americano, que agora decidiu tomar uma ação mais firme, com o lançamento de um satélite contendo um poderoso telescópio rumo ao espaço cislunar, nome dado à região entre o topo da atmosfera da Terra e pouco além da Lua. Tal satélite se chamará “Cislunar Highway Patrol System” (“CHPS”) – o que se traduz para “Sistema de Patrulhamento da Estrada Cislunar”.

O laboratório da Força Aérea pretende emitir uma licitação, pedindo por propostas de construção do satélite em questão, até 21 de março de 2022, com anúncio do vencedor já para julho deste ano. O projeto será supervisionado pela Força Aérea, mas envolverá a participação de diversos braços militares dos EUA, como a Space Force e o Space Command.

De grosso modo, os EUA querem monitorar o aumento do tráfego de missões espaciais – em especial aquelas com alguma relação com a Lua. A própria NASA tem o Programa Artemis, que pretende colocar o homem de volta em nosso satélite em 2025 – fora as viagens de empresas privadas, que estão ficando cada vez mais extensas e avançadas.

Mas também há uma questão militar no assunto: outros países estão ampliando suas presenças na Lua e em Marte, por exemplo. O projeto da Força Aérea dos EUA busca manter uma espécie de “percepção contínua” dos movimentos de outros países à medida em que todos avançam pelo espaço.

Não que seja o desejo de alguém atacar estruturas americanas no espaço por meio de tecnologias implementadas na Lua, mas considerando os avanços de nomes como Rússia e China na exploração espacial, dá para entender os americanos ligando um pequeno sinal de alerta.

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