A crescente demanda por criptomoedas fez o maior banco do mundo, o JPMorgan, a se preparar para atender esse mercado que já conta com o apoio e participação de inúmeras instituições bancárias, como Barclays, Citigroup e Goldman Sachs. A afirmação, que contradiz o antigo posicionamento conservador do JPMorgan, foi pronunciada pelo head de mercados globais, Troy Rohrbaugh, na RBC Capital Markets Global Financial Institutions Conference, evento realizado virtualmente nesta terça-feira (8). 

Segundo ele, o banco está fazendo estudos e se aprimorando para responder à demanda por criptomoedas, principalmente agora que o mercado está mais regulamentado e aquecido no segmento. 

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Conservadorismo nato 

Apesar da afirmação, há um longo caminho pela frente para conquistar todos os executivos do JPMorgan a embarcar de vez nos criptoativos. 

Isso porque o banco que tem valor de mercado de US$ 380 bilhões também abriga um dos executivos mais céticos em relação às criptomoedas. Trata-se do CEO Jamie Dimon, que já disparou várias críticas sobre esse segmento, inclusive afirmando que o Bitcoin é “um ativo inútil e sem valor intrínseco”. 

No entanto, o head de mercados globais está na linha de frente ciente da velha premissa sobre os ativos digitais: “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. 

jpmorgan fachada
Tudo indica que as críticas passadas em relação às criptomoedas ficarão para trás; JPMorgan já sinaliza posicionamento positivo sobre abertura para investimentos em ativos digitais. Imagem: Shutterstock

Corrente econômica

Em um relatório interno do próprio JPMorgan, o presidente do setor de Asset & Wealth Management, Michael Cembalest, deixou claro que o Bitcoin deverá se tornar o principal ativo de reserva de valor, com vários serviços financeiros a partir das finanças descentralizadas, também conhecidas como DeFi. 

Por outro lado, o próprio JPMorgan reconhece a volatilidade das criptomoedas, o que deverá influenciar em tomadas de decisões bem consistentes e com segurança operacional, ou seja, é bem provável que o projeto demore um pouco para sair do papel.   

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De olho nos lucros das startups 

Mesmo com aspectos prós e contras, os bancos estão bem atenciosos quanto às criptomoedas pelo fato delas garantirem soluções de custódia e investimentos em startups. 

Muitas fintechs têm apresentado lucros atrativos nesse segmento, com forte influência do aquecimento no mercado de moedas digitais. 

Há também o ponto positivo dos avanços regulatórios, ou seja, até mesmo bancos com DNA conservador, como no caso do JPMorgan, já acenam com bons olhos ao setor que conta ainda com um ingrediente fundamental: crescente demanda. 

No Brasil, o Itaú é um exemplo de instituição bancária que oferece exposição a criptomoedas por meio dos fundos da Hashdex. Portanto, bancos que ficarem de fora dessa inovação possivelmente deixarão de acompanhar as novas tendências de lucros. 

Via: Exame

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