Pros
  • Desempenho forte e consistente
  • Câmera frontal recebeu ótimo upgrade
  • Acabamento continua impecável
  • Suporte ao Apple Pencil é bom
Contras
  • Visual já está cansado
  • Falantes só de um lado, quando deitado

Esse é o iPad que a Apple mais vende, o modelo mais popular e também é o tablet mais barato que a empresa tem em qualquer lugar do mundo. Ele tem nome de apenas iPad, chegou em sua nona geração no final do ano passado e entrega o básico para quem busca um produto como este: com velocidade, poder de processamento e competência no sistema operacional.

Com visual praticamente inalterado desde o iPad Air de 2013, o iPad de nona geração continua sendo um dos poucos tablets da Apple com conexão Lightning (nada de USB-C por aqui), mas traz melhorias consideráveis em dois pontos específicos. O primeiro é a câmera frontal e o segundo é o processador A13 Bionic, o mesmo do iPhone 11.

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Eu passei as últimas semanas com esse tablet na mochila, para te contar se vale a pena investir seu rico dinheiro neste iPad de entrada, mas que tem força de sobra pra bater na concorrência.

Review do iPad (2021) em vídeo

Design e tela

Se você viu algum iPad nos últimos anos, sem ser os modelos Air, Mini ou Pro, deve olhar para esse novo iPad de nona geração e reconhecer muitas coisas. Sim, a Apple não muda o design deste aparelho faz muito tempo e isso certamente tem um motivo: este é o tablet mais popular da empresa, é complicado mudar algo em um produto que vende tão bem e arriscar perder mercado por isso.

iPad (2021) (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
iPad (2021) (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Tem também a falta de concorrência com algum peso no patamar de preço do iPad mais simples. Isso acaba deixando a Apple menos propensa a gastar dinheiro para mudar o visual adotado por tantos anos seguidos.

Enfim, a frente mostra bordas grossas e um botão home. Elas certamente irão incomodar quem está acostumado com celulares recentes, mas por aqui elas podem ser utilizadas para dar mais firmeza na mão e ter onde pegar, sem tocar no display.

Botão home com Touch ID (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
iPad (2021) (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O que me incomoda de verdade é o botão físico com movimento, pois ele tende a falhar em iPhones depois de alguns anos de uso e já poderia ser o fixo para evitar problemas por aqui. Nele fica o Touch ID e o sensor é ágil como esperado para o leitor de impressões digitais da Apple.

Em um dos lados existem conectores para a capa com teclado da Apple e os alto-falantes apontam só para um dos lados. Quando o iPad está deitado, você acaba ouvindo todo o som vindo de apenas uma das laterais.

iPad (2021) (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
iPad (2021) (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Fechando o visual, a traseira continua feita em uma peça de alumínio e esse iPad ainda tem entrada para fones de ouvido…coisa que o iPad Air mais recente já tirou.

Olhando para a tela, ela continua sendo um display IPS LCD com reprodução de cores interessante, brilho elevado (para cristal líquido) e ângulos de visão generosos. A resolução é de 2.160 x 1.620 pixels em proporção de 4:3. Uma mudança nesta geração está no suporte para o True Tone, que troca a temperatura de cor do display de acordo com a luz do ambiente.

Tablet tem suporte ao Apple Pencil (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)
iPad (2021) (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)

Este iPad também entrega suporte para o Apple Pencil, mas apenas o de primeira geração. Isso significa que ele não tem onde ficar preso no corpo do tablet e é carregado pela porta Lightning. Fica esse pirulitão.

iPad (2021) (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)
iPad (2021) (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)

Hardware e software

Por dentro, ficam as duas principais novidades nesse iPad, quando você pensa no modelo anterior. A primeira é o processador Apple A13 Bionic, o mesmo presente no iPhone 11 e que pode parecer fraco, mas está muito longe disso. Ele vem acompanhado de 3 GB de RAM e não existiu um jogo, ou um aplicativo da App Store que não rodou muito bem por aqui.

Eu só notei a economia de RAM em raros momentos, quando muitos apps estavam abertos ao mesmo tempo. Quando isso acontecia, alguns deles eram carregados novamente. Ok, acontece.

iPadOS no iPad (2021) (Imagem: reprodução/Olhar Digital)
iPadOS no iPad (2021) (Imagem: reprodução/Olhar Digital)

Um dos principais usos para um iPad é jogos e eu testei três deles. Genshin Impact rodou com todos os gráficos no máximo possível e sequer esquentou, o mesmo aconteceu com Asphalt 9 e Call of Duty Mobile. Tudo funcionou como se fosse em um iPad mais caro, ou seja: desempenho de sobra, taxa de quadros por segundo elevada e nenhum engasgo, mesmo para o tablet mais simples da Apple.

Eu passei alguns dias escrevendo esse roteiro no próprio iPad, enquanto escutava algum podcast com uma janela flutuante, ou então uma música da mesma forma pelo Spotify. Até mesmo abrir duas janelas simultaneamente de apps diferentes foi fácil, sem nenhum sinal de lentidão.

iPad (2021) (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)
iPad (2021) (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)

O iPadOS vem de fábrica na versão 15 e pode colocar na conta que a Apple atualizará esse tablet por alguns anos. O sistema operacional vem com todas as novidades entregues para outros modelos, como acesso rápido para tomar nota, dá pra escrever com o Pencil em qualquer caixa de texto e existem melhorias bacanas para lidar com múltiplas janelas ao mesmo tempo.

Câmeras

Já a segunda grande novidade fica na câmera frontal com seus 12 megapixels, contra 1,2 megapixel na geração passada. Ela também permite gravar vídeos em até Full HD com 60 quadros por segundo e tem um recurso chamado Center Stage, que utiliza a lente ultrawide para manter o usuário sempre no quadro, mesmo quando ele está caminhando na frente do iPad.

Câmera com 8 megapixels na traseira (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Câmera com 8 megapixels na traseira (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Em tempos de pandemia, de muitas chamadas de vídeo, este upgrade enorme em resolução e ângulo de visão da câmera frontal é muito positivo. A câmera traseira é exatamente a mesma do iPad de 2020, com 8 megapixels e que serve basicamente para você digitalizar documentos, já que tirar fotos com um tablet é algo meio errado. Seu celular certamente estará no seu bolso e ele fará fotos melhores. Sempre.

Bateria

Em bateria a Apple continua prometendo a mesma autonomia que diz desde 2010, quando lançou o primeiro iPad. Lá ele marcava 10 horas de vídeo e aqui o papo é o mesmo, com a capacidade de 8.557 mAh. Em meus testes eu consegui números ainda maiores, beirando as 14 horas de filme na tela.

Para você ter uma ideia, eu testei dois filmes de duas horas cada no app da Netflix. Nenhum deles estava baixado e todo o streaming aconteceu em Full HD, pelo Wi-Fi, com brilho em 50%. Jurassic World foi o primeiro e ele consumiu 13% da bateria, enquanto Exterminador do Futuro 2 levou 14%.

Na embalagem a Apple ainda coloca carregador de tomada pro iPad e ele é de 20 watts. Coloquei o tablet na tomada quando ele desligou sozinho por falta de energia e em 30 minutos o componente já tinha 21% de carga novamente. Em uma hora, passava dos 40%. Precisei de mais ou menos duas horas e 40 minutos para ter 100% mais uma vez.

Bons números, principalmente para autonomia em filmes. Muito bem Apple.

iPad (2021): vale a pena?

iPad (2021) (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
iPad (2021) (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Sim, bastante. Se você tem um iPad mais antigo e que ficou lento depois de muitos anos, o novo modelo é uma compra bem acertada. Se você quer entrar no mundo do iPad, não existe modelo melhor, com bom preço, até o momento da publicação deste review. Não é à toa que a Apple domina o mercado de tablets com folga e esse modelo é o mais popular dela.

O iPad Mini é menor, mas ele custa mais caro e entrega alguns recursos extras, como processador muito mais potente, mais RAM e display com maior densidade de pixels.

No Brasil nada é barato e você precisa colocar R$ 4 mil para levar o modelo base desse iPad que eu testei, que ao menos dessa vez vem com 64 e não 32 GB. Com mais R$ 1,5 mil você quadruplica a memória e coloca 256 GB de espaço interno. Olhando no varejo nacional, eu já encontrei esse iPad de nona geração por preços bem mais atraentes.

Agora, olhando pra concorrência, ela praticamente não existe no Brasil. Temos apenas a Samsung com o Galaxy Tab S7 FE que custa basicamente a mesma coisa e entrega uma experiência bacana com o modo DeX. Eu ainda sinto que o iPadOS é mais evoluído para telas grandes que o Android, principalmente na quantidade de apps otimizados para interface maior, então por isso ainda acho o iPad uma compra melhor.

Nossa Avaliação
Nota Final 8.8
  • Tela
    8.0
  • Bateria
    10.0
  • Desempenho
    9.0
  • Design
    9.0
  • Sistema/Interface
    10.0
  • Câmeras
    9.0
  • Conectividade
    9.0
  • Som
    7.0

iPad 2021: ficha técnica

Tela: Retina IPS LCD de 10,2 polegadas
Full HD+ (2.160 x 1.620 pixels)
60Hz
Processador: Apple A13 Bionic (7 nm+)
Hexa-core com até 2,65 GHz
GPU: Apple GPU (4 núcleos)
RAM: 3 GB
Armazenamento: 64 GB
256 GB
Câmera traseira: 8 MP (f/2,4)
Vídeo: 1080p em 30 fps
Câmera frontal: 12 MP (f/2,4) em lente ultrawide
Sistema Operacional: iPadOS 15
Conexões: Wi-Fi 5 (2,4 GHz e 5 GHz)
Bluetooth 4.2 (A2DP, EDR e LE)
Lightning
GPS (A-GPS, GLONASS) apenas no modelo com 4G
Bateria: 8.557 mAh (32,4 Wh)
carregamento de 20 watts (incluso na embalagem)
Outros: Leitor de impressões digitais (no botão frontal)
Dimensões: 250,6 x 174,1 x 7,5 mm
Peso: 498 gramas