A agência espacial europeia (ESA) confirmou via comunicado que seu rover – Rosalind Franklin – está pronto para o lançamento na missão ExoMars, que assegurará uma presença europeia em Marte (onde já estão a NASA e a agência espacial chinesa CNSA).

Entretanto, isso deve demorar um pouquinho, considerando que, em virtude da guerra russo-ucraniana, a ESA revogou suas parcerias com a Roscosmos, a agência espacial russa. Originalmente planejada para julho de 2020 e adiado para 2022, a missão contaria com a participação do módulo de pouso Kazachok, que levaria o veículo até a superfície de Marte. Agora, a ESA não tem mais uma previsão para levá-lo ao espaço.

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O rover Rosalind Franklin, da missão ExoMars, aguarda a reativação de sua missão para que ele possa voar até Marte
O rover Rosalind Franklin, da missão ExoMars, aguarda a reativação de sua missão para que ele possa voar até Marte (Imagem: ESA/Divulgação)

De acordo com o comunicado, ainda que a missão esteja sem previsão de lançamento, os processos de qualificação técnica seguiram seus prazos normalmente e, neste mês de março, o rover da ExoMars foi oficialmente aprovado para voar. Mais além, o comitê de avaliação confirmou que o foguete e a cápsula estariam ambos prontos dentro do prazo, com tempo de sobra para assegurar um lançamento em 20 de setembro de 2022.

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Tendo em vista que isso não será mais possível, o rover e os equipamentos ligados a ele ficarão armazenados dentro da Thales Alenia Space, um centro espacial operado simultaneamente por França e Itália, até segunda ordem. Enquanto isso, o comitê vai analisar diversas opções técnicas para encaixar o rover da ExoMars em algum outro foguete – neste caso, estão sendo avaliadas tanto as opções lideradas pela ESA como aquelas operadas por parceiros internacionais – exceto, claro, pela Roscosmos.

“Eu torço para que nossos estados membros decidam que este não é o fim do projeto ExoMars, mas sim um renascimento da missão, talvez servindo como um gatilho para desenvolvermos ainda mais a autonomia espacial europeia”, disse David Parker, diretor de  Exploração Humana e Robótica da ESA.

“Nós contamos com as brilhantes equipes e suas expertises por toda a Europa e também parceiros internacionais para reformar e reconstruir a missão”, continuou o diretor. “O time é dedicado e está concentrado em seguir os próximos passos para garantir que possamos entregar esse incrível rover à superfície de Marte e completar o trabalho para o qual ele foi construído”.

A missão do Rosalind Franklin é relativamente parecida com a do Curiosity e Perseverance, da NASA: encontrar sinais de vida antiga em Marte. Ao contrário de seus “primos”, porém, o rover da missão ExoMars conta com uma perfuratriz mais poderosa, e será o primeiro a atravessar a linha de dois metros (m) abaixo da superfície do planeta vermelho com ela.

Mais além, ele conta com modos especiais de locomoção ausentes nos outros rovers, como a capacidade de “engatinhar”, a fim de superar obstáculos impossíveis de serem trafegados apenas pelos métodos tradicionais de dirigibilidade.

Enquanto isso, a ESA conta com o satélite Trace Gas Orbiter (TGO), que analisa a atmosfera de Marte e também age como intermediário, coletando dados de todos os artefatos presentes em Marte para devolvê-los às agências da Terra.

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