A pandemia da Covid-19 mostrou ao mundo a necessidade de rápidos avanços tecnológicos na medicina. Entre esses avanços está a realidade aumentada, que nos últimos anos está presente em algumas empresas que combinam essa tecnologia com saúde.

O que é realidade aumentada?

Diferentemente da realidade virtual, que quer inserir o usuário em um cenário completamente distinto do mundo real, a realidade aumentada quer mantê-lo atento ao mundo real.

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A ideia é aumentar seu conhecimento imediato do mundo ao seu redor. Para isso, insere informações curtas, diretas e relevantes nele. Isso permite maior interação e aumenta as possibilidades de execução de tarefas. Assim, o usuário entra no mundo virtual para interagir com objetos limitados à sua imaginação. É nessa interação que o recurso pode ajudar em tratamentos médicos.

Um exemplo de uso do recurso está na Orentt Medical, empresa recém chegada no mercado brasileiro que conta com ajuda da tecnologia de realidade aumentada na medicina. Para garantir a imersão completa do seu público-alvo, a trabalhará com recursos de realidade virtual e realidade aumentada, além de começar a estudar a possibilidade de incluir o metaverso em seus projetos.  

Homem trabaha em modelo tridimensional usando realidade aumentada.
Homem trabaha em modelo tridimensional usando óculos de realidade aumentada.

Tecnologia na medicina

“Nosso maior diferencial está relacionado a trazer o ensino interdisciplinar, entre especialidades diferentes. Trazendo atividades únicas e exclusivas para contribuir para o legado da educação médica do Brasil”, contou em entrevista exclusiva ao Olhar Digital, a fundadora e sócia-diretora da Orentt Medical, Valéria Ribeiro.  

A fundadora da empresa relata que as tecnologias de realidade aumentada e virtual já são necessidades latentes da atualidade. Ribeiro utiliza o exemplo das cirurgias robóticas, que foram recentemente regulamentadas pelo Conselho de Medicina do Brasil.  

Entre os objetos utilizados por médicos com realidade aumentada estão inclusos smartphones, câmeras, óculos inteligentes e até mesmo capacetes com interfaces completas. Integrando isso com as cirurgias robóticas, aprovadas recentemente no Brasil, é possível realizar procedimentos com muito mais agilidade e precisão.

Ao ser questionada sobre a importância da tecnologia na medicina, Valéria Ribeiro apontou que a telemedicina é uma realidade, assim como a cirurgia robótica, mas ainda é necessário investir mais nos recursos tecnológicos. “O mercado acaba fazendo mais do mesmo”, lamentou.  

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