É certo que o Sol como conhecemos já tem uma data para chegar ao fim: daqui 5 bilhões de anos. A enorme bola de fogo se expandirá até eliminar suas camadas externas e se tornar apenas uma anã branca. Esse é o destino de todas estrelas parecidas com a ronda a Terra. Um estudo recente do Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (ALMA), porém, descobriu uma estrela que está morrendo de uma maneira diferente das demais.

Conhecida como V Hydrae, ou somente V Hya, a estrela está localizada a cerca de 1.300 anos-luz do nosso planeta e possui uma massa parecida com o Sol. Especialistas acreditam que ela atualmente representa o que o nosso sol irá se transformar daqui uns bilhões de anos. A V Hya é uma estrela moribunda e seu modo de “morrer” chamou a atenção de cientistas.

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De acordo com as informações do site Science Alert, o estado atual da V Hya a categoriza como uma estrela variável Mira, com um brilho de cerca de 1-2 magnitudes a cada 530 dias. Isso é característico de estrelas de sol que estão morrendo.

O que é incomum, no entanto, é que a V Hya é, também, uma estrela de carbono. Isso significa que o carbono fundido em seu núcleo foi desobstruído para a atmosfera da estrela. Ou seja, quando os astrônomos observam o espectro da V Hya, eles veem uma forte presença de carbono e uma atmosfera com muita “fuligem”.

estrela sol
A estrela conhecida como V Hydrae, ou V Hya. Imagem: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/S. Dagnello

Na imagem acima é possível ver que os anéis de saída e a estrutura do arco difuso do sexto anel são moderadamente visíveis na linha de emissão do isótopo de carbono 12CO e se tornam bem definidos nas vistas dos isótopos de carbono 13CO.

Essas características combinadas fazem da V Hya uma estrela de sol Assintomática do Ramo Gigante, ou AGB. Cerca de 90% das estrelas semelhantes ao Sol entrarão, no final de sua vida, em um período de AGB.

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Astrônomos acreditam que essa época de AGB é um processo gradual de morte estelar, onde as camadas externas da estrela são descartadas por um período de cerca de 100 mil anos. Porém, quando estão em período AGB, as estrelas desprendem suas camadas externas, criando uma névoa em constante expansão conhecida como nebulosa planetária antes de se tornarem anãs brancas.

E é justamente isso que despertou a curiosidade dos cientistas do ALMA durante suas observações, uma vez que a V Hya não está criando nenhuma nebulosa planetária. Em vez disso, ele está lançando anéis grossos ricos em carbono. A estrela ejetou seis anéis ao longo de cerca de 2,1 mil anos.

Esse mistério também é um novo aprendizado para cientistas sobre como funciona nosso universo e, principalmente, o nosso sol.

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