Ações do Twitter caem após Elon Musk rejeitar cadeira no conselho

Depois de se tornar o maior acionista do Twitter, Elon Musk rejeitou a cadeira no conselho administrativo, levando a uma queda nas ações
Karoline Albuquerque
Karoline Albuquerque, editado por Acsa Gomes 11/04/2022 09:53, atualizada em 12/04/2022 15:10

No começo desta segunda-feira (11), ou final do domingo (10), pelo horário norte-americano, o CEO do Twitter, Parag Agrawal, informou que o bilionário sul-africano Elon Musk não vai mais se juntar ao conselho da rede social. A notícia levou a uma queda nas ações da empresa de 2%, antes da abertura do mercado esta semana.

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Na última semana, Elon Musk comprou mais de 9% das ações do Twitter, se tornando o maior acionista da companhia, com quatro vezes mais participação que Jack Dorsey, cofundador da rede, que tem 2,25%. Em seguida, uma cadeira no conselho foi oferecida ao fundador da Tesla e da SpaceX, rejeitada por ele. O motivo, porém, não foi revelado.

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Logo que a participação do bilionário na rede social foi revelada, as ações do Twitter subiram mais de 27%, na última segunda-feira (4). Mas, agora, a queda de 2% levou cada papel a ser negociado por US$ 45,31 (cerca de R$ 213, com o dólar cotado a R$ 4,71).

Nestes sete dias desde a divulgação de Elon Musk como maior acionista do Passarinho azul, houve uma desvalorização de 7,5% nos ganhos. A queda apaga parte da valorização desde a chegada do homem mais rico do mundo.

Elon Musk durante inauguração de gigafábrica da Tesla no Texas
O bilionário sul-africano Elon Musk detém 9,2% das ações do Twitter. Imagem: Reprodução/YouTube/Tesla

Se tivesse sido nomeado para o conselho administrativo, como planejado, no último sábado (9), Elon Musk seria praticamente impedido de se tornar beneficiário efetivo de mais de 14,9% das ações ordinárias do site, disse Agrawal. Chegando ao percentual, ele se torna acionista majoritário da rede social.

Pode ser difícil, mas não impossível que o sul-africano realmente abocanhe o maior pedaço do Twitter. A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, atualmente, propõe regras para impedir que fundos de hedge e escritórios familiares usem derivados complexos para construir grandes participações em empresas públicas de maneira secreta.

Mas, com uma fortuna avaliada em US$ 260 bilhões, Elon Musk tem condições de fazer isso. O Twitter, por exemplo, vale “apenas” US$ 37 bilhões.

Via: BBC / Bloomberg / Reuters

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Karoline Albuquerque
Karoline Albuquerque

Karoline Albuquerque é redator(a) no Olhar Digital

Acsa Gomes
Acsa Gomes

Acsa Gomes é formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela FAPCOM. Chegou ao Olhar Digital em 2020, como estagiária. Atualmente, faz parte do setor de Mídias Sociais.

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