Estudo apresentado pelo Ministério da Economia mostra que as soluções 5G para diversas áreas da sociedade têm um potencial para gerar R$ 101 bilhões na próxima década para empresas e startups brasileiras ou multinacionais instaladas por aqui. Além disso, os dados revelam que o benefício potencial do 5G para a economia brasileira pode chegar a R$ 590 bilhões na próxima década. A conta leva em consideração aumentos de produtividade e redução de custos da chamada Indústria 4.0.

Entenda o 5G

O 5G é a quinta geração de redes móveis e de internet, cuja velocidade chega a ser centenas de vezes superior à atual quarta geração. 

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Com sua implantação, a expectativa é que sejam abertas inúmeras possibilidades em áreas como inteligência artificial, processamento de dados, realidade aumentada, logística, entre outras.

“A nova tecnologia servirá como alavanca para vários setores”, disse Daniella Marques, secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia.

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Base dos dados

O relatório que traz essa projeção para o mercado de software e aplicações foi produzido pela consultoria Deloitte, com a participação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). 

“Saímos atrás dos países desenvolvidos, mas observamos que temos boas perspectivas de avançar rápido o 5G, sobretudo no desenvolvimento de software e de aplicações”, afirmou Maria Ogawa, sócia-diretora e chefe para a Área de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Deloitte Brasil.

No documento, constam 96 recomendações de políticas públicas, em oito frentes de atuação, para que esses potenciais de geração de riqueza sejam alcançados, além de demonstrar os desafios que devem ser superados.

Do lado suporte tributário, por exemplo, o relatório recomenda a criação de zonas econômicas especiais com foco na tecnologia 5G, a renúncia fiscal para compra de equipamentos para emulação de redes 5G e a oferta de benefícios fiscais para que multinacionais implantem operações estratégicas no país, transmitindo tecnologia.

Principais desafios

Entre os principais problemas destacados no relatório, está a baixa disponibilidade de recursos para fomentar o ecossistema nacional em torno de 5G, a falta de mão de obra qualificada (programadores e desenvolvedores) e insuficiência de ambientes com instalações apropriadas ao 5G. 

“A gente está falando de uma indústria de capital intensivo, e obviamente todo esse investimento não é barato”, disse Alberto Boaventura, gerente sênior de Estratégia na Deloitte Brasil e um dos responsáveis pelo relatório. “Há uma necessidade de se estar quebrando essas barreiras para o suporte financeiro e tributário”, acrescentou. 

5G
Soluções em 5G vão abrir um vasto mercado no Brasil e devem gerar muitos empregos em tecnologia, revela estudo da consultoria Deloitte. Imagem Shutterstock

Anatel recebe consultas sobre ampliação do uso do 5G

A  Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebe, até o dia 23 de maio, sugestões ao texto da proposta de elaboração de requisitos técnicos e operacionais para a faixa de frequências de 27,5 GHz a 27,9 GHz. 

A proposta estabelece o uso de aplicações 5G para a Indústria 4.0 por meio de ondas milimétricas e faz parte da Consulta Pública nº 11, que também distingue o uso da faixa para aplicações indoor e outdoor de redes privativas. 

Também voltada ao 5G, a Consulta Pública nº 23 recebe, até o dia 27 de maio, contribuições da sociedade à proposta de atualização das destinações e condições de uso das faixas de 4.800 MHz a 4.990 MHz. 

As Consultas Públicas mais recentes da Anatel estão sendo disponibilizadas na plataforma Participa. A mudança de sistema busca facilitar a contribuição da sociedade no processo de regulamentação. 

Via: Agência Brasil  

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