Um documentário lançado no ano passado que explora as origens do movimento negacionista QAnon teve tweets de divulgação restritos pelo próprio Twitter, admitiu um porta-voz da plataforma. “Q: Into the Storm” estreou como uma série de seis partes na HBO Max em março de 2021 e criticava a plataforma por ter permitido a disseminação das ideias do grupo. 

Agora, a rede social admitiu que passou a restringir tweets sobre o documentário depois que o diretor, Cullen Hoback, tentou promover seu tweet na plataforma por meio do sistema de pagamento, em que o Twitter entrega um conteúdo para um grupo maior de usuários. No entanto, Hoback foi impedido pelo departamento de publicidade da plataforma de comprar a promoção.

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Twitter e o QAnon

O diretor recebeu um e-mail dizendo que o tweet sobre o documentário que explora as origens do QAnon tinha sido “revisado manualmente” e considerado uma violação da política de “conteúdo impróprio do Twitter”. Hoback chegou a entrar em contato com a plataforma acreditando que a decisão havia sido um erro, mas o bloqueio para a propaganda foi mantido.

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“Talvez o Twitter não tenha gostado que tenhamos esclarecido suas práticas de censura na série”, disse o diretor ao Gizmodo. “A maneira de desvendar o QAnon era revelar as mecânicas subjacentes e os jogadores por trás dele; não censurando todas as discussões em torno do tópico”, completou ainda sobre o Twitter.

Lembrando que o Twitter foi comparado recentemente pelo bilionário Elon Musk na última segunda-feira (25), após duas semanas de especulações em torno do negócio. A compra foi efetuada por US$ 44 bilhões, um bilhão de dólares a mais do que a proposta inicial de US$ 43 bilhões.

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