A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, anunciou na última quinta-feira (28) que proibirá a venda de cigarros de mentol. Espera-se que a medida ajude no combate ao tabagismo e salve a vida de muitas pessoas.  

O cigarro de mentol foi criado para aliviar a sensação agressiva proporcionada pelo cigarro tradicional. Com a substância, o ato de fumar gera uma sensação refrescante na garganta, deixando a experiência mais atraente. O mentol é um produto químico derivado da hortelã que pode ser feito em laboratório.  

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Os cigarros de mentol representam cerca de um terço do mercado de cigarros de US$$ 80 bilhões dos EUA, e cerca de 18,5 milhões de norte-americanos fazem uso do produto. De acordo com uma pesquisa do governo, 85% dos fumantes negros fumam os cigarros mentolados, enquanto 29% dos fumantes brancos usam o produto.  

Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) apontam que os homens afro-americanos têm as maiores taxas de câncer de pulmão de todo o país.  

Segundo o secretário de saúde e serviços humanos, Xavier Becerra, proibir os cigarros “ajudaria a evitar que as crianças se tornassem a próxima geração de fumantes e ajudaria os fumantes adultos a parar”.  

A indústria do cigarro não está nenhum pouco feliz com a decisão da FDA. “As evidências científicas não mostram diferença nos riscos à saúde associados aos cigarros mentolados em comparação com os cigarros não mentolados, nem apoiam que os cigarros mentolados afetem negativamente a iniciação, dependência ou cessação”, apontou Kingsley Wheaton, diretor de marketing da British American Tobacco, dona da Reynolds, a principal vendedora de cigarros mentolados nos Estados Unidos.  

Pessoa acendendo um cigarro
FDA proibirá venda de cigarros de mentol nos EUA. Imagem: Nopphon_1987/Shutterstock

Outros representantes das companhias de tabaco apontaram que a decisão fomentará a venda ilegal dos cigarros mentolados, facilitando a chegada do produto a pessoas que não possuem a atual idade mínima para consumo.  

A proibição não abrange as versões eletrônicas do produto. A FDA ainda está revisando os produtos vaping que são comerciados nos EUA. A decisão deve entrar em vigor em até um ano, mas o prazo pode ser maior tendo em vista que a indústria deverá recorrer. 

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