O Grupo Stellantis terá que pagar US$ 300 milhões ao Departamento de Justiça dos EUA. Esse é o resultado de, segundo descobriu a agência Reuters, uma solução negociada para um processo iniciado em 2017, na qual a antiga Fiat Chrysler Automobiles (FCA) foi acusada de instalar equipamentos que fraudavam testes de emissões em 100 mil veículos a diesel das marcas Jeep e Ram. É um segundo, mas bem menor, dieselgate.

O dieselgate foi um escândalo que envolveu Volkswagen que, entre 2007 e 2015, programou seus carros para reduzirem emissões nos testes das autoridades ambientais, de forma como não faziam na vida real. Foi uma forma de “atender“ às exigências ambientais sem atender. Por conta disso, ela teve que pagar US$ 2,8 bi em reparações, e acabou trocando seu CEO para tentar limpar sua imagem.

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Um dieselgate herdado

Oficiais do Departamento de Justiça estão negociando há anos por um acordo, no qual a FCA admitiria sua culpa. A empresa começou negando, mas acabou admitindo após 5 anos.

O equipamento foi instalado em motores de 3 litros turbodiesel usado em veículos como a Ram 1500 e o Jepp Grand Cherokee, produzidos entre 2014 e 2016. Como no caso da Volkswagen, produzia um resultado no teste, mas outro ao funcionar normalmente.

A FCA foi extinta em 2021 quando houve a fusão entre ela e o Grupo PSA (Peugeot e Citröen), fundando a atual Stellantis, que congrega 16 marcas: as já citadas Fiat, Chrysler, Jeep, Ram, Peugeot, Citröen, e também Alfa Romeo, Opel, Maserati e outras menores. O Grupo Stellantis herda suas obrigações (e multas).

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