Um estudo liderado por pesquisadores japoneses, registrado no serviço de pré-impressão arxiv e já aceito para publicação pela revista Publications of the Astronomical Society of Japan, descobriu um exoplaneta a apenas 36,5 anos-luz da Terra orbitando a “zona habitável” de sua estrela hospedeira.

Representação artística de uma Super Terra orbitando uma estrela anã vermelha. Imagem: Gabriel Pérez Díaz, SMM/IAC

Ross 508 é uma estrela anã vermelha fraca, que tem apenas 18% da massa do Sol. O exoplaneta descoberto pelos astrônomos, chamado Ross 508 b, é quatro vezes mais massivo que o nosso planeta, sendo assim classificado como uma Superterra. Ele orbita na “zona habitável” de sua estrela hospedeira, onde a temperatura permite a formação de água líquida nas superfícies planetárias.

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Isso quer dizer que Ross 508 b pode abrigar algum tipo de vida? Não necessariamente. Estar na zona habitável não é o único fator que determina a capacidade de um planeta de suportar a vida como a conhecemos. Marte, por exemplo, embora esteja na zona habitável do nosso Sol, não consegue sustentar a vida facilmente devido às suas peculiaridades. 

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De acordo com as observações feitas por pesquisadores do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), usando dados do Telescópio Subaru, no Havaí, Ross 508 b é, quase certamente, um planeta rochoso, que gira em torno de sua estrela a cada 10,75 dias.

Isso quer dizer que ele está muito mais próximo da estrela Ross 58 do que a Terra do Sol. No entanto, como a estrela é muito menor, com um brilho bem menos intenso, a radiação que atinge o exoplaneta é 1,4 vezes maior que a luz solar que incide sobre a Terra.

Estudos posteriores podem revelar mais sobre o planeta Ross 58 b. Dados como a composição química de sua atmosfera – se é que ele tenha uma – podem ser obtidos por observações do Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), da NASA, que usa a técnica do trânsito planetário (medição das variações de luz das estrelas quando os planetas passam à sua frente).

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